Pesquisa

Desigualdade salarial entre homens e mulheres se manteve em 2011

Estudo do IBGE mostra que trabalhadoras continuam recebendo, pelo terceiro ano consecutivo, apenas 72,3% do salário dos homens

Satisfação pessoal: ter uma profissão, mesmo que em meio período, favorece a saúde mental e física das mulheres com filhos pequenos

Pesquisa: salário médio das mulheres em 2011 foi 1.343,81 reais (Thinkstock)

A desigualdade salarial entre homens e mulheres manteve-se no mesmo patamar em 2011, segundo o estudo Mulher no mercado de trabalho: perguntas e respostas divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Segundo a pesquisa, as mulheres receberam, em média, 72,3% do salário dos homens em 2011, proporção que se repete nos levantamentos de 2010 e 2009. O rendimento médio do trabalho das mulheres em 2011 foi 1.343,81 reais enquanto o dos homens foi de 1.857,63 reais.

O estudo mostrou ainda que a jornada de trabalho das mulheres continua inferior à dos homens. Em 2011, as mulheres trabalharam, em média, 39,2 horas semanais, que representa 90% das 43,4 horas dos homens. Entretanto, segundo o IBGE, 4,8% das mulheres ocupadas em 2011 gostariam de aumentar a carga horária semanal.

Ainda de acordo com a pesquisa, as atividades que mais absorveram mão de obra feminina em 2011, em relação ao patamar de 2003, foram o comércio, em que a participação das mulheres cresceu de 38,2% para 42,6%, e os serviços prestados às empresas, com aumento de 37,3% para 42,0%. Nos serviços domésticos, ainda predomina a mão de obra feminina (94,8%), com porcentual idêntico ao registrado em 2003.

O levantamento constatou também que as mulheres aumentaram sua participação na ocupação formal. Em 2003, a proporção de homens com carteira assinada entre o total de contratados pelo setor privado era de 62,3%, enquanto a das mulheres era de 37,7%, uma diferença de 24 pontos porcentuais. No ano passado, essas proporções foram de 59,6% de homens e de 40,4% de mulheres, reduzindo a diferença para 19 pontos porcentuais. Porém, o maior crescimento da participação feminina foi observado no emprego sem carteira no setor privado, cuja fatia saiu de 36,5% em 2003 para 40,5% em 2011.

Em 2011, as mulheres somaram 53,7% da população brasileira com 10 anos ou mais (idade ativa). Na população ocupada, elas ainda ficaram em menor número do que os homens (45,4%), mas em relação a 2003 houve crescimento de 2,4 pontos porcentuais na população ocupada feminina.

Entre as mulheres negras e pardas, a taxa de desocupação caiu de 18,2% em 2003 para 9,1% em 2011. Entre as brancas, o indicador teve redução de 13,1% em 2003 para 6,1% no ano passado.

(Com Agência Estado)

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