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Crescimento via consumo se esgotou no Brasil, diz Moody's

Em relatório, agência de classificação de risco fala em queda da concessão de crédito, taxas de juros elevadas e aumento do endividamento das famílias

- Atualizado em

Logotipo da agência Moody's no escritório de Nova York
"Crescimento econômico conduzido pelo consumo alcançou um ponto de exaustão", avalia Moody's sobre Brasil (Reuters/VEJA)

O crescimento econômico conduzido pelo consumo alcançou um ponto de exaustão no Brasil, avaliou a Moody's em relatório divulgado nesta terça-feira. Neste cenário, a agência de classificação de risco prevê uma baixa da concessão de crédito, taxas de juros elevadas e aumento do endividamento das famílias. A redução das perspectivas de crescimento econômico e a deterioração da situação fiscal do país impactaram diretamente no ambiente operacional de Estados e municípios, disse a agência.

A Moody's também detalhou no relatório o desempenho de outras economias da América Latina, como Argentina, Chile, Peru, México e Colômbia, e apontou que o crescimento econômico da região está desacelerando, afetado negativamente tanto por consumo como por investimento. "Isso se segue a uma década de crescimento econômico forte, salários em elevação e aumento dos gastos com consumo, que impulsionaram mais latino-americanos para a classe média do que em qualquer época anterior".

A projeção da agência é de que a expansão em Argentina, Brasil, Chile e Peru fique abaixo da taxa média de crescimento registrada durante o período de 2004 a 2013. O México será o único país a apresentar evolução superior à sua média histórica.

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A Moody's destaca ainda que o sentimento entre os consumidores e investidores piorou significativamente nos últimos três anos, embora a perspectiva de longo prazo para a classe média brasileira permaneça positiva. Na América Latina, a agência aponta que os setores mais vulneráveis são o de construção civil, siderurgia, automotivo e fabricantes de eletrodomésticos.

A agência ainda diz que investimentos e gastos governamentais, e não gastos dos consumidores, devem conduzir a uma "recuperação moderada" em grande parte da região no ano que vem.

(Com Estadão Conteúdo)

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