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Intenção de consumo das famílias fica estável

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, a estabilidade do índice foi provocada pelo aumento da confiança das famílias de renda mais alta

Compras no shopping "Woodbury Common Premium Outlets", em Nova York

Para CNC,receio do comprometimento da renda impede que consumidor gaste mais (Bia Parreiras)

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) se manteve estável em setembro ante agosto, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Na comparação com setembro do ano passado, houve recuo de 0,3%. "Mesmo com a manutenção do aumento real da renda e da baixa taxa de desemprego, as incertezas quanto aos impactos da desaceleração econômica no mercado de trabalho refletiram sobre a confiança das famílias, na comparação anual", afirmou a CNC, em nota oficial.

De acordo com a confederação, no entanto, a intenção de consumo das famílias em 135,7 pontos em setembro mostra um nível favorável ao consumo. Na comparação entre setembro e agosto, a CNC destacou que  o consumidor está receoso com o comprometimento da renda com dívidas, o que seria um empecilho a um crescimento maior do ICF.

Renda — A estabilidade do índice registrada na comparação mensal foi influenciada pelo aumento da confiança das famílias de renda mais alta (acima de dez salários mínimos), com elevação de 0,6%. Já as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos apresentaram retração de 0,1%. Os dados regionais mostraram que as capitais do Centro-Oeste e do Norte tiveram variação mensal positiva na intenção de consumo de 3,7% e 2,0%, respectivamente.

Na comparação anual, mais uma vez a intenção de consumo apresentou variação negativa em razão da cautela com o mercado de trabalho. "Novamente, todos os componentes da pesquisa relacionados ao emprego e à renda registraram recuo nessa base de comparação. Contudo, mesmo com recuo no período, esses componentes ainda se situam num patamar expressivo, o que indica que a confiança das famílias ainda é elevada", argumentou a CNC.

(Com Agência Estado)

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