18/06/2010 - 16:07
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Ásia

Bird reduz previsão de expansão da China em 2011

O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) - instituição que faz parte do Banco Mundial - manteve sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China neste ano em 9,5%. No entanto, diminuiu a estimativa de expansão em 2011 para 8,5%, ante os 8,7% da previsão anterior. Em seu relatório trimestral sobre o país, o banco também manteve a previsão anterior de que o índice de preços ao consumidor no país deve subir 3,7% em 2010 e 2,8% no ano que vem.

O Bird revisou ainda para baixo suas previsões para o superávit em conta corrente da China, para US$ 260 bilhões neste ano e US$ 300 bilhões em 2011. As projeções anteriores eram de US$ 304 bilhões e US$ 341 bilhões, respectivamente. O superávit em conta corrente do ano passado foi de US$ 297,1 bilhões, de acordo com números revisados publicados em abril pela Administração Estatal de Câmbio da China.

A instituição também revisou para baixo as estimativas para as reservas internacionais da China: para US$ 2,705 trilhões no fim de 2010, de US$ 2,818 trilhões na previsão anterior, e para US$ 3,028 trilhões no fim de 2011, de US$ 3,289 trilhões anteriormente.

Segundo o banco, uma alta na inflação desencadeada por aumentos salariais na China é improvável, apesar do cada vez mais apertado mercado de mão-de-obra, já que as empresas chinesas podem absorver salários maiores, aumentando a produtividade. O relatório também diz que um sistema de câmbio mais flexível para a moeda chinesa, o yuan, ajudaria a tornar a política monetária mais independente, o que vai ser cada vez mais importante, já que as condições cíclicas da China são diferentes das dos EUA.

O Bird também sugeriu que taxas de juros mais altas são necessárias e seriam preferíveis às medidas administrativas e regulatórias adotadas até o momento pelo governo de Pequim para controlar o excesso de investimentos e a especulação imobiliária. Os investidores estão ficando mais receosos de que as pressões por aumentos salariais na China possam levar a uma aceleração da inflação ou reduzir as margens de lucros das empresas, acostumadas a uma mão de obra barata.

(Com Agência Estado)

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