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Argentina pede que EUA revoguem liminar que a impede de pegar emprestado no mundo

Governo argentino está assumindo atitude mais agressiva com os credores internacionais para tentar encerrar a renegociação do calote de 2001

- Atualizado em

Público aguarda a posse do novo presidente da Argentina Mauricio Macri em Buenos Aires, na manhã desta quinta-feira (10)
Em 2001, a Argentina deu um calote em mais de 80 bilhões de dólares, o maior calote soberano na época(Martin Acosta/Reuters)

O governo da Argentina entrou com um pedido na Justiça americana para que ela revogue uma liminar que vem impedindo o país de pegar emprestado no mercado internacional de capitais. O pedido faz parte de uma tentativa da Argentina de pressionar os detentores de títulos da dívida de quando o país deu calote, em 2001. Recentemente, a maior parte deles rejeitou uma oferta argentina de conciliação.

A proposta apresentada pelo secretário de Finanças da Argentina, Luis Caputo, previa o pagamento de cerca de 6,5 bilhões de dólares dos 9 bilhões de dólares da dívida argentina e foi aceita por dois dos seis fundos. Na quinta-feira, o juiz Thomas Griesa pediu aos detentores desses títulos que expliquem, até 18 de fevereiro, por que não aceitaram a oferta argentina.

O pedido feito à Justiça americana mostra que o governo de Mauricio Macri está assumindo uma atitude mais agressiva com os credores internacionais, na tentativa de encerrar a renegociação do calote de quinze anos atrás.

Em 2001, a Argentina anunciou um calote de mais de 80 bilhões de dólares. Foi o maior default de dívida soberana da história.

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(Com Estadão Conteúdo)

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Argentina