Crise do euro
Após reunião com credores, Grécia segue sem acordo
Encontro com 'troika' falhou em obter um consenso sobre o corte nas pensões
Turistas visitam o Partenon, na Acrópole de Atenas, Grécia (Sean Gallup/Getty Images)
Troika teria dado duas semanas ao Governo grego para que encontre uma forma de economizar 300 milhões de euros
Apesar de toda uma noite de negociações, a Grécia segue sem finalizar os últimos detalhes do acordo com o grupo de credores externos – União Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que formam a chamada troika – para receber um novo empréstimo de 130 bilhões de euros para evitar sua quebra.
Durante oito horas, os líderes dos partidos políticos que apoiam o Governo - social-democratas, conservadores e extrema-direita - discutiram uma resposta às exigências de novas medidas de austeridade por parte da troika e alcançaram um acordo em todos os pontos, à exceção dos cortes nas aposentadorias.
Credores externos - Posteriormente, os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Comissão Europeia (CE) e do Banco Central Europeu (BCE) se reuniram novamente com o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, e o do Trabalho, Yorgos Kutrumanis, para tentar fechar o acordo.
Esta última reunião se prolongou por quatro horas e, embora tenha alcançado avanços, não foi possível obter um consenso no tema das pensões. Ao término deste último encontro, por volta das 6h locais (2h de Brasília), Venizelos, anunciou que partiria "em breve" para Bruxelas a fim de participar da reunião do Eurogrupo, que terá o objetivo de analisar a questão grega.
"Disso depende a identidade europeia da Grécia e a permanência do país na zona do euro. É tempo de todos assumirem suas responsabilidades. Não há espaço para outras considerações", advertiu. De acordo a emissora Real FM, a troika teria dado duas semanas ao Governo grego para que encontre uma forma de economizar 300 milhões de euros, ou então ordenará cortes mais drásticos nas pensões.
(Com Agência EFE)
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