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Após acordo da Grécia, bolsas europeias fecham em baixa
Investidores já esperavam a aprovação do plano; depois do anúncio, contudo, ficou a impressão de que a estratégia de resgate pode não ser suficiente
DAX, de Frankfurt, caiu 0,58%, enquanto operadores festejavam a terça-feira de Carnaval (Kai Pfaffenbach/Reuters)
Os principais índices do mercado de ações da Europa fecharam em queda, mesmo depois de as autoridades da zona do euro fecharem um acordo a respeito do novo pacote de empréstimos à Grécia – algo que antes era usado como pretexto para o avanço das bolsas. "Às vezes a viagem é melhor do que a chegada ao destino. Havia confiança que o acordo seria fechado e agora os mercados estão reconhecendo que o resultado positivo do plano de resgate não será concretizado", disse Peter Dixon, estrategista do Commerzbank em Londres.
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 1,38 ponto, ou 0,51%, para 266,78 pontos. Na Bolsa de Londres, o FTSE-100 recuou 17,05 pontos, ou 0,29%, para 5.928,20 pontos. Já em Paris, o CAC 40 perdeu 7,30 pontos, ou 0,21%, para 3.465,24 pontos. O Xetra DAX, na Bolsa de Frankfurt, fechou em baixa de 40,07 pontos, ou 0,58%, a 6.908,18 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB caiu 13,36 pontos, ou 0,08%, para 16.710,86 pontos, enquanto o IBEX 35, da Bolsa de Madri, recuou 51,00 pontos, ou 0,58%, para 8.767,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve queda de 39,60 pontos, ou 0,70%, para 5.601,69 pontos. Por fim, o ASE, da Bolsa de Atenas, recuou 28,62 pontos, ou 3,47%, para 797,13 pontos.
Mais dinheiro – O anúncio do plano era um passo esperado pelos investidores, que, contudo, agora se perguntam se a estratégia de socorro parará por aí ou não. "Existe a preocupação de que em algum momento no futuro a Grécia será forçada a pedir mais dinheiro ou dar um calote. Um desses resultados é inevitável. Essa foi só mais uma página virada e ainda há questões que precisam ser resolvidas", acrescentou.
O pacote de ajuda à Grécia prevê a liberação de mais 130 bilhões de euros em financiamento e uma redução de 53,5% no valor nominal da dívida grega detida por credores privados. Anteriormente, esperava-se que esse grupo tivesse que perdoar 50% da dívida representada por esses papéis, de aproximadamente 200 bilhões de euros. Ainda assim, o acordo não apresentou "nada significativamente novo", disse Kevin Anderson, executivo-chefe global de renda fixa e câmbio do State Street Global Advisors em Londres.
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(com Agência Estado)
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