26/06/2009 - 19:30
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Economia

Carros: governo vai prorrogar redução de impostos

Por Benedito Sverberi

Será prorrogada por três meses a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de automóveis e materiais de construção. Prevista para acabar no final de junho, a desoneração será mantida integralmente até setembro, segundo fontes do governo ouvidas por VEJA. No trimestre seguinte será mantida apenas parte da diminuição. As alíquotas que irão vigorar neste período, diferentes para cada produto, serão anunciadas nesta segunda-feira. No dia seguinte, as medidas serão publicadas no Diário Oficial.

Desde o início do ano, os consumidores correram às lojas para aproveitar as reduções de preço provocadas pelo repasse do imposto menor. Segundo dados da Fipe, os automóveis novos ficaram, em média, 5,59% mais baratos entre dezembro - quando foi reduzido o IPI dos carros - e maio. No mesmo período, as vendas de automóveis e comerciais leves aumentaram 29%. Junho ainda nem acabou, mas a Anfavea já comemora as vendas. "Vamos ter o melhor junho da história", afirmou o presidente da entidade, Jackson Schneider. Já as vendas de produtos da linha branca cresceram 20% desde que a redução do IPI no segmento começou a vigorar, em abril, informou o presidente da Eletros, Lourival Kiçula.

Ao que tudo indica, prevaleceu a opinião do presidente Lula, que não escondia o desejo de prorrogar o imposto menor. O Ministério da Fazenda defendia que as alíquotas voltassem a subir gradualmente já no início de julho, porque está preocupado com a queda na arrecadação tributária. Números divulgados na quinta-feira mostraram que o governo registrou um déficit primário (exceto o pagamento de juros) de 120 milhões de reais em maio. O resultado negativo foi fruto de gastos que cresceram 19%, enquanto a receita de impostos ficou estagnada - um reflexo do tombo na atividade econômica.

A decisão sobre o que deverá ocorrer com a desoneração dos eletrodomésticos da linha branca (fogões, refrigeradores, máquinas de lavar e tanquinhos) deverá ser tomada nas próximas semanas. Como o prazo de vigência da medida vai até 17 de julho, o governo considerou que ainda tem tempo para decidir o que fará a respeito do incentivo às vendas desses produtos.

O governo também anunciará na próxima segunda-feira que o BNDES vai oferecer uma linha de crédito especial, com juros reduzidos, para aquisição de bens de capital. O objetivo é tentar reverter o mau desempenho desta indústria e ajudar na retomada dos investimentos necessários ao crescimento da economia.

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