Casa Branca
Acordo no Congresso dos EUA evita fechamento de repartições
O acordo deve ser votado nesta sexta-feira, já que o atual financiamento das agência acaba em menos de 24 horas
O Congresso americano também precisa decidir sobre impostos e benefícios para desempregados (Karen Bleier/AFP)
Os parlamentares dos Estados Unidos fecharam na última quinta-feira um acordo na tentativa de financiar um conjunto de agências do governo até 30 de setembro e evitar o fechamento de muitas operações em Washington a partir deste fim de semana. O senador democrata Daniel Inouye, um dos negociadores-chefes do enorme orçamento de despesas, disse a jornalistas que o acordo foi fechado e que o plenário do Senado poderia votá-lo a partir desta sexta-feira.
De acordo com um assessor republicano, a Câmara dos Deputados deve votar a medida já nesta a sexta-feira dado que o atual financiamento para agências - desde o Departamento de Defesa e da Segurança Interna à Agência de Proteção Ambiental - acaba à meia-noite.
Outro acordo igualmente importante também foi discutido no Congresso na quinta-feira. Trata-se da extensão de um corte de impostos sobre a folha de pagamento e benefícios de longo prazo para os desempregados, que era estudada pelos parlamentares, assim como as negociações para impedir um corte de impostos para médicos que cuidam de pacientes idosos sob o programa de assistência médica Medicare.
Um assessor de alto escalão do Partido Democrata no Senado disse que, se um acordo rápido não puder ser atingido sobre esta medida, sa condições atuais continuam por dois meses, em vez da extensão de um ano. Os dois meses garantiriam que os trabalhadores não tivessem descontos em seus contracheques a partir de 1º de janeiro e daria ao Congresso mais tempo para tentar trabalhar em um acordo de mais longo prazo.
O impasse sobre a medida com duração de um ano centrou-se em como pagar os 120 bilhões de dólares da continuação da alíquota de 4,2%o sobre a folha de pagamento, programada para subir para 6,2% para os trabalhadores em 1º de janeiro no caso de não haver ação do Congresso, disse o assessor.
Obama exige acordo - Mais cedo na quinta-feira, enquanto os negociadores do Congresso buscavam apressadamente por compromissos, Obama alertou que o Congresso não sairia para o recesso sem terminar suas atividades. "O Congresso não deveria e não pode sair de férias antes que eles tenham assegurado que as famílias trabalhadoras não verão seus impostos subirem em até mil dólares e aqueles que estão procurando emprego não vejam seu seguro-desemprego expirar", disse Obama.
O corte de impostos sobre a folha de pagamento daria a 160 milhões de norte-americanos cerca de mil dólares por ano em poder de compra adicional. A Casa Branca e alguns economistas dizem que isso impulsionaria a frágil recuperação econômica do país, afirmação questionada por muitos republicanos.
(Com Reuters)



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