22/02/2012 - 10:03
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Mercado

Ações caem na Europa após anúncio de novo pacote grego

Anúncio não alivia temor sobre recessão na zona do euro

Bolsa de valores em Atenas, na Grécia

Bolsa de valores em Atenas, na Grécia: novo pacote não acalma investidores (John Kolesidis/Reuters)

O mercado brasileiro reabre nesta quarta-feira sem uma tendência clara do ambiente financeiro internacional e com poucos dados na agenda local. Durante o feriado de Carnaval no Brasil, ministros de Finanças da zona do euro acertaram o novo plano de resgate à Grécia. Contudo, a decisão - razoavelmente prevista - não eliminou incertezas sobre o quadro na região, particularmente preocupações sobre recessão.

Dados mais fracos do que o esperado sobre a atividade manufatureira e de serviços da Europa conhecidos nesta sessão corroboravam o viés cauteloso nas praças externas. A preliminar do HSBC sobre o setor fabril chinês mostrou melhora em fevereiro, mas seguiu mostrando contração, o que limitava um impacto mais positivo.

Às 9h47, o índice europeu FTSEurofirst 300 recuava 0,81% e o futuro do norte-americano S&P 500 cedia 0,21%. O MSCI para ações globais caía 0,29% e para emergentes registrava variação negativa de 0,12%.

O MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão apresentava decréscimo de 0,07%. Em Tóquio, o Nikkei ainda fechou em alta de 0,96%. O índice da bolsa de Xangai terminou com elevação de 0,93%. Entre as moedas, o euro tinha queda de 0,10%, a 1,3221 dólar. O índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais, subia 0,28%. Em relação ao iene, o dólar apreciava-se 0,72%, a 80,27 ienes.

No caso das commodities, o petróleo do tipo Brent caía 0,17% em Londres, a 121,45 dólares, enquanto o barril negociado nas operações eletrônicas em Nova York declinava 0,34%, a 105,89 dólares.

No caso dos cancos, muitos com significativa exposição à Grécia, as perdas se acentuaram ao longo do dia na Europa. O índice de bancos da zona do euro caía 1,1%, embora acumule valorização de mais de 16% em 2012.

Entre as ações individuais, a PSA Peugeot Citroen, segunda maior montadora da Europa, disparou 11% após informar que negocia possíveis cooperações e alianças. Fontes com conhecimento do assunto disseram que a companhia está em discussões com a General Motors. As ações da Peugeot ainda estão 40% abaixo do valor de um ano atrás.

(Com agência Reuters)

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