24/01/2012 - 20:53
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Ciência e Tecnologia

Raupp assume Ciência e Tecnologia com promessas e elogios a Dilma

Novo ministro promete apoio a instituto de pesquisa industrial nos moldes da Embrapa e acena com agenda cheia para o programa espacial brasileiro

Posse de Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência de Tecnologia

Marco Antonio Raupp, novo ministro da Ciência de Tecnologia, toma posse: 'fã' de Dilma (Ichiro Guerra/Divulgação)

Com promessas e elogios à presidente Dilma Rousseff, o físico Marco Antonio Raupp tomou posse nesta quarta-feira como novo ministro da Ciência e Tecnologia. Ele substitui Aloizio Mercadante, que assume o Ministério da Educação.

Em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Raupp afirmou que seu principal desafio será levar inovação às empresas e aproximá-las dos institutos tecnológicos. "Inovação não é opção, é imperativo. Para que possamos conquistar o cenário global, a inovação precisa se tornar mania e obsessão de milhões", afirmou.

Entre ações estratégicas mencionadas por Raupp está a criação da Embrapi (Empresa Brasileira de Pesquisas Industriais), uma espécie de Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) do setor industrial. "Esse programa tem que ser efetivado definitivamente. O que a Embrapa fez pelo agronegócio a Embrapi vai fazer para o desenvolvimento industrial", disse. Segundo ele, há uma "exigência sem precedentes" para que o Ministério da Ciência e Tecnologia contribua para o desenvolvimento do Brasil.

Promessas — Ex-presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), de onde saiu para assumir o ministério, Raupp reconheceu a necessidade de mais recursos para o programa espacial brasileiro (o orçamento atual da AEB é de 200 milhões de reais) e disse estar preocupado com eventuais cortes no orçamento do ministério. "O orçamento de 2010 foi o maior da história, mas em 2011 caiu um pouco. Nós temos que buscar mais, dada a importância da Ciência e Tecnologia para o  desenvolvimento do país."

Isso não o impediu de fazer promessas. "Em 2013, teremos o primeiro foguete ucraniano Cyclone lançado a partir de Alcântara; em 2014, o primeiro satélite geoestacionário brasileiro; e em 2015, teremos o lançamento do Amazônia 1, um satélite inteiramente brasileiro." Raupp também mandou um recado à "comunidade espacial". "Acompanharei de perto as alterações no nosso programa. O Brasil terá a projeção espacial que precisa e merece."

Orçamento — Sobre críticas à atuação do ministério no monitoramento de desastres naturais, Raupp disse que o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) "está organizado." De acordo com ele, no entanto, é preciso "estreitar a relação entre o sistema de alerta com as demais pastas. Nosso trabalho já está quase terminado e já está funcionando parcialmente", garantiu.

Ao final do discurso, Raupp mostrou-se bem menos "técnico" do que seu perfil de cientista pode sugerir: "Permita-me uma confidência, presidente: participei de várias reuniões ministeriais e fiquei impressionado. Eu já era seu fã, e agora sou mais ainda."

(Com reportagem de Luciana Marques)

Comentários


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Paulo

Parabéns, ministro! Com essa transição de lideranças o MCT sai ganhando bem mais do que o MEC. As promessas para o programa espacial e o desenvolvimento tecnologico da industria sao importantes. Agora é preciso traduzi-las e ações e monitorá-las.

29.01.2012

Rúbia

Ele tem uma proposta interessante e aparentemente bem embasada, me entristece ver pessoas comentando sobre ele não ser técnico. Infelizmente se ele não foi simplista muitas pessoas não entenderam devido ao analfabetismo científico que impera em nosso país. Com um CIENTISTA temos a oportunidade de alavancar nosso setor cientí(..)

27.01.2012

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sidney

Tecnico .... finalmente !!! Elogio ... final .... ( apolitico e nao subserviente.... ) sei nao ????

25.01.2012

Belita

Começou a rasgação de sedas....o velho babão em cima da dona chefona. E bem lembrado o cara é menos técnico do que aparentava, em outras palavras ele é um academico e começou a falar as besteiras que todos os academicos falam, já começa pedir mais dinheiro, sempre assim academicos pensam que dinheiro cai no céu, e pior gast(..)

24.01.2012

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