05/08/2010 - 18:01
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Pesquisa

Microscópio barato revoluciona diagnóstico da tuberculose

Estudantes americanos desenvolvem microscópio de 240 dólares capaz de apresentar os mesmos resultados de um que custaria 40.000

Jeff Fitlow/Rice University

Microscópio Global Focus

Andy Miller exibe o protótipo original do microscópio 

Uma equipe de estudantes da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, inventou um microscópio portátil e barato capaz de competir à altura com dispositivos complexos e caros no diagnóstico da tuberculose.

A ideia foi do americano Andrew Miller, que decidiu fazer do projeto de graduação uma solução para laboratórios de poucos recursos no diagnóstico da tuberculose. O microscópio de Miller custa 240 dólares — 166 vezes menos que os 40.000 dólares necessários para comprar um microscópio de fluorescência de laboratório. O dispositivo é utlizado também para analisar amostras de catarro de pessoas com suspeita de tuberculose.
 
No artigo publicado nesta quinta-feira no periódico americano PLoS ONE, Miller e colegas do Instituto de Pesquisa do Hospital Metodista (TMHRI, sigla em inglês) analisaram amostras de 19 pacientes com suspeita de tuberculose, uma doença infecciosa que normalmente ataca os pulmões e pode ser fatal caso não tratada.
 

Andy Miller/Rice University

Global Focus Microscope

Última versão do microscópio 

Utilizando o novo microscópio, chamado Global Focus, a equipe de pesquisadores conseguiu resultados tão bons quanto de microscópios de fluorescência de laboratórios. O grupo afirmou ter encontrado resultados semelhantes aos do laboratório em 98.4% dos casos.
 
O microscópio foi construído utilizando componentes encontrados em qualquer loja, revestidos com uma cobertura plástica desenvolvida em uma impressora 3D. E para iluminar o aumento de 1000 vezes do microscópio, Miller usou uma luz LED. Formado em 2009, o pesquisador usa, atualmente, parte de seu tempo divulgando o projeto.
 
Miller e a Universidade de Rice contrataram uma empresa para construir 20 microscópios que serão testados em campo, em setembro.
 
Uma nova equipe de estudantes da mesma universidade está desenvolvendo um aplicativo de celular para ajudar médicos não treinados a diagnosticar a tuberculose.

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