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Grupo de organizações mostra 'frustração' com negociações para Rio+20

Em declaração conjunta, Greenpeace e outras entidades afirmam que, no estágio atual, as negociações em torno do documento final da conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável oferecem apenas 'mais do mesmo'

- Atualizado em

Nova York - Organizações humanitárias, sociais e ambientais mostraram nesta sexta-feira nas Nações Unidas sua frustração perante o que consideram a 'apatia' nas negociações para a Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) que será realizada em junho.

Representantes de governos de todo o mundo, empresas e organizações da sociedade civil estão há semanas negociando o documento final que deve sair da cúpula que será realizada no Rio de Janeiro do dia 20 a 22 de junho, mas as negociações não foram, até o momento, tão frutíferas como alguns esperavam.

Assim explicaram em entrevista coletiva na sede central da ONU representantes de organizações como Oxfam, Greenpeace, Vitae Civilis e o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, entre outras.

"Estamos completamente frustrados e decepcionados com a pouca energia dos governos neste processo. Sinto dizê-lo, mas essa apatia pode ser vista no processo tão lento e muito doloroso com o qual avançaram as negociações das últimas semanas", disse a representante da organização ETC Group, Neth Dano.

As negociações para a minuta da declaração já se arrastam por quatro meses, um tempo após o qual "as conversas continuam no zero", segundo o representante da Oxfam, Antonio Hill, que acrescentou que 'pouco ou nada se avançou em relação ao que os governos se comprometeram a alcançar há 20 anos na Cúpula da Terra'.

Essa cúpula, realizada em 1992, foi "um marco que uniu os esforços encaminhados para o desenvolvimento e o meio ambiente", disse Daniel Mittler, representante do Greenpeace. "Agora é o momento de acabar com o desmatamento, conseguir a proteção dos mares e alcançar a revolução energética", acrescentou Mittler, fazendo um apelo para que os Governos lembrem seus compromissos e atuem quando restam menos de 50 dias para o início da cúpula do Rio de Janeiro.

Outros participantes da conferência classificaram as negociações na ONU como "difíceis e lentas". O ativista Jouni Nissenen, da Associação Finlandesa para a Conservação do Meio Ambiente, disse que devido à crise financeira que afeta o mundo, "todos os governos dão marcha à ré". Por isso, exortou os países-membros da ONU a trabalhar juntos para superar a falta de confiança que impera nas negociações.

O grupo de organizações sustenta que a atual crise financeira, as desigualdades no crescimento, o fracasso do sistema alimentar, a mudança climática e a diminuição dos recursos naturais requerem "um novo enfoque para o desenvolvimento econômico" que fique explícito nos compromissos do Rio.

"As negociações atuais sobre o texto final oferecem, no entanto, simplesmente mais do mesmo", acrescentaram em uma declaração conjunta.

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(Com EFE)

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