01/08/2011 - 15:10
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Exploração Espacial

Molécula de oxigênio é encontrada pela 1.ª  vez no espaço

Astrônomos detectam substância no gelo que cobre pequenas partículas da Nebulosa de Órion, berçário de estrelas a 1.300 anos-luz da Terra

Ilustração das moléculas de oxigênio descobertas na Nebulosa de Órion. Técnica servirá para identificar outras regiões no universo ricas em gás oxigênio

Ilustração das moléculas de oxigênio descobertas na Nebulosa de Órion. Técnica servirá para identificar outras regiões no universo ricas em gás oxigênio (ESA/NASA/JPL-Caltech)

Pela primeira vez, astrônomos observaram a existência de moléculas de oxigênio no espaço. A descoberta foi feita pelo observatório espacial Herschel, da agência europeia (ESA), com contribuição da americana (Nasa), e descrita em artigo publicado no periódico Astrophysical Journal.

É comum encontrar átomos de oxigênio no espaço, especialmente em volta de grandes estrelas, mas o gás oxigênio (O2) - molécula formada por dois átomos do elemento químico - nunca havia sido detectado.

Para reconhecer as moléculas de oxigênio, os cientistas do Jet Propulsion Laboratory, da Nasa, analisaram o comprimento de onda de substâncias presentes na Nebulosa de Órion, o berçário de estrelas mais próximo da Terra, a mais de 1.300 anos-luz de distância. Os astrônomos encontraram então uma espécie de assinatura típica do oxigênio em sua forma molecular. A técnica utilizada pelos cientistas poderá servir para identificar outras regiões no universo ricas em gás oxigênio.

As moléculas de oxigênio foram detectadas presas ao gelo que envolve pequenas partículas espaciais. Os especialistas acreditam que as moléculas tenham se formado depois que a luz das estrelas aqueceu as partículas, liberando água e oxigênio no processo.

O oxigênio é o terceiro elemento mais abundante no universo. Os cientistas acreditam que sua forma molecular seja comum no espaço - da atmosfera terrestre, ela representa cerca de 20%. O próximo passo dos cientistas será procurar pelas moléculas de oxigênio em outras regiões onde estrelas são formadas.

 

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Gilberto Garcia

Quando vi a manchete da matéria eu já imaginei: deve ser um pouco longe. Realmente, 1.300 anos luz é brincadeira, é longe demais, tão longe que acho um "pouco" difícil alguém ir lá para comprovar. Sem "muito" sarcasmo, o que foi "visto", se passou a 1.300 anos atrás, mas não deixa de ser uma notícia nova e muito interessante(..)

02.08.2011

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