Arqueologia

Coreia do Sul diz que descobriu barco mais antigo do mundo

Restos de embarcação de madeira têm idade estimada em cerca de 8.000 anos

Pedaço de madeira: arqueólogos sul-coreanos dizem ser do barco mais antigo já descoberto

Pedaço de madeira: arqueólogos sul-coreanos dizem ser do barco mais antigo já descoberto (EFE)

Especialistas sul-coreanos identificaram supostos restos de uma embarcação de madeira cuja idade é estimada em 8.000 anos, o que a transformaria na mais antiga descoberta até hoje, informou o Instituto Samhan de Bens Culturais, entidade sediada no país. Sua fabricação dataria do início da época neolítica (8.000-1.000 a.C.).

Os restos deste barco, que seria utilizado para a pesca – um remo de madeira também foi descoberto –, foram encontrados entre os artefatos extraídos durante escavações de 2005, segundo o instituto.  Até agora, o fragmento da embarcação e o remo não tinham sido identificados porque "foram extraídos do local do achado como um pedaço inteiro de terra, ambos estavam muito corroídos e suas formas eram difíceis de reconhecer", explicou o diretor da organização, Kim Ku-geun.

Revolucionária – Para os especialistas sul-coreanos, trata-se de uma descoberta revolucionária que ajuda a explicar uma parte da vida cotidiana e a economia da época neolítica e reflete os avançados conhecimentos de carpintaria que os habitantes da região possuíam há 8.000 anos.

O suposto fragmento de barco, cujo material é a altamente duradoura madeira de cânfora, tem 64 centímetros de comprimento, 50 de largura e 2,3 de espessura, enquanto o remo de carvalho mede cerca de 170 centímetros de comprimento. Localizada originalmente a cerca de dois metros sob o solo na cidade sul-coreana de Uljin, a 330 quilômetros ao sudeste de Seul, a estrutura será tratadas e conservada por autoridades locais.

Arqueólogos da Coreia do Sul já haviam reivindicado antes – em 2005 – o descobrimento do barco mais antigo do mundo, um pesqueiro fabricado com troncos de pinheiro de uma idade também estimada em 8.000 anos.

(Com agência EFE)

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