Cientistas podem 'ressuscitar' espécie extinta de tartaruga

Linhagem, que chegou ao fim com a morte de 'Jorge Solitário', pode ser recuperada a partir do material genético preservado em espécies aparentadas

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A tartaruga gigante Solitário Jorge, morta neste domingo
Último representante da espécie, Jorge Solitário morreu em junho deste ano(Reuters/VEJA)

Uma espécie de tartaruga-gigante das ilhas Galápagos pode ser resgatada da extinção apesar da morte, em junho deste ano, do último representante da linhagem. Originária da ilha de Pinta, umas das treze que formam o arquipélago, a espécie Chelonoidis abingdonii se extinguiu com a morte de Jorge Solitário, uma tartaruga-gigante que tinha idade estimada em 100 anos e era considerada por muitos biólogos a criatura mais rara da Terra. Jorge ganhou o apelido depois das fracassadas tentativas para que ele se reproduzisse com espécies parecidas.

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A odisséia de uma espécie

Cientistas acreditam que algumas tartarugas-gigantes da ilha de Pinta (ao norte, marcada com um A) teriam sido despejadas no oceano por marinheiros perto da ilha Isabela, a maior do arquipélago de Galápagos (marcada com um B). Lá, elas teriam cruzado com espécies locais, preservando parte do material genético da linhagem que se extinguiu com Jorge Solitário.

(Com agência Reuters)

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