Ciência
Mudanças climáticas
Cientistas estudam na Antártida o impacto da atividade solar no clima
Variações no nível de energia liberada pelo Sol deixam marcas que ficam guardadas no gelo
Pinguim-imperador passeia no gelo da Antártida: pesquisadores australianos vão procurar no local evidências de mudanças no Sol (Thinkstock)
A relação entre a oscilação da quantidade de energia emitida pelo Sol e o clima na Terra é tema de um estudo australiano na Antártida. O Sol tem se mostrado muito estável desde que o homem começou a estudá-lo, mas não se sabe se ocorreu a mesma coisa em outras eras. Amostras de gelo retiradas do continente gelado podem responder essa questão e ajudar a prever como o astro vai influenciar o clima no futuro.
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SUPERNOVA
É o nome dado à explosão de estrelas com dez vezes (ou mais) a massa do Sol. É um evento raro, ocorrendo a cada 50 anos na Via Láctea. Uma supernova pode ser tão brilhante quanto uma galáxia, mas com o passar do tempo a luminosidade diminui até ela se tornar invisível. O processo todo geralmente ocorre em semanas ou meses. Durante a explosão, cerca de 90% da massa estelar é expulsa. Por causa do brilho intenso, são comumente usadas como pontos de referência no universo para cálculo de distância entre os corpos.
O Sol protege a Terra dos raios cósmicos provenientes de supernovas por meio da heliosfera, uma espécie de bolha criada pelos ventos solares que desvia esses raios. Se a atividade solar é menor, a heliosfera fica debilitada e permite uma entrada maior de raios cósmicos na atmosfera terrestre. É possível calcular essa variação medindo a chegada de átomos do elemento químico berílio, que se desprendem quando os raios cósmicos se chocam com o oxigênio ao entrar na atmosfera.
O gelo antártico, acumulado por milhares de anos, funciona como uma espécie de museu dessas partículas. "As amostras de núcleos de gelo de berílio podem nos dar um indício real de como a atividade solar afetou o clima da Terra no último milênio", explicou o físico Andrew Smith, da Organização Australiana de Tecnologia e Ciência Nuclear, em entrevista à emissora australiana ABC.
Smith e sua equipe vão testar amostras milenares obtidas a leste do Polo Sul em laboratórios australianos. O objetivo é obter os registros do acúmulo de berílio na Terra para desvendar a história da atividade solar.
Eles afirmam que as oscilações na quantidade de energia emitida pelo Sol tiveram um papel pouco significativo na mudança climática no último século, mas não descartam que durante períodos maiores de tempo elas tenham tido bem mais relevância.
(Com informações da Agência EFE)



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Comentários
jose rodney cagnassi
Por favor não é antartida. é antartica. ou você fala polo artido..
09.02.2012