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Cientistas descobrem mais jovem e brilhante pulsar
Descoberta pode ajudar a formular novas teorias sobre a origem dos pulsares
O aglomerado globular NGC 6624: seis pulsares foram descobertos neste aglomerado. O primeiro foi o J1823-3021A (NASA/ESA/I. King (Universidade da Califórnia em Berkeley))
Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu, com a colaboração do telescópio Fermi, o pulsar mais jovem e brilhante detectado até agora dentro de um grupo de centenas de milhares de estrelas que orbita nossa galáxia, segundo publicou nesta quinta-feira a revista Science.
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PULSARES
Estrelas de nêutrons de pequeno tamanho, alta densidade e forte campo gravitacional (2 x 10¹¹ maior que o da Terra). São os resultados de explosões de supernovas. Quando uma estrela com massa entre quatro e oito vezes a do Sol termina de queimar o seu 'combustível', ela explode. Como resultado, a região central entra em colapso, de forma que prótons e elétrons se combinam para formar nêutrons. Os pulsos de ondas de rádio emitidos por elas podem ser captados pelos telescópios.
PULSARES DE MILISSEGUNDO
A maioria dos pulsares gira entre 7 e 3.750 revoluções por minuto. Pulsares de milissegundo podem girar até 43.000 vezes por minuto.
O professor português Paulo César Carvalho Freire, do departamento de radioastronomia do Instituto Max Planck em Bonn (Alemanha), e sua equipe detectaram o pulsar de milissegundo (veja quadro ao lado) J1823-3021 A girando em um aglomerado globular (grupo de até milhões de estrelas, a maiorias delas muito antigas, com mais de 5 bilhões de anos de idade) situado na constelação de Sagitário, a aproximadamente 27 mil anos-luz da Terra.
O pulsar é uma estrela formada por nêutrons que emite radiação periódica e possui um campo gravitacional até um bilhão de vezes maior que o campo gravitacional terrestre. "Trata-se do pulsar de milissegundo mais jovem e com o maior campo magnético registrado até agora, além do mais distante detectado com raios gama", afirmou Freire em declarações.
Surpresa - A princípio, Freire e seus colegas acreditavam que as intensas emissões de raios gama estavam emanando de uma população de pulsares de milissegundo. No entanto, após uma inspeção mais próxima com o telescópio espacial de raios gama Fermi, se deram conta que a emissão de raios gama do grupo estava dominada apenas por este pulsar.
"Os pulsares normalmente brilham muito nos telescópios de ondas de rádio, mas agora com o telescópio Fermi descobrimos vários como este em raios gama", explicou Freire. De acordo com o professor, cerca de dois mil pulsares já foram detectados por meio de ondas de rádio. Antes do lançamento de Fermi, eram conhecidos apenas seis pulsares em raios gama e agora foram detectados mais de 100.
O novo achado sugere que estes pulsares de milissegundo podem ser muito mais energéticos e comuns do que se supunha. "Temos uma teoria de como se forma (um pulsar), mas não nos permite explicar porque é tão energético e tem um campo magnético tão intenso," declarou Freire.
Veja abaixo vídeo sobre o pulsar produzido pela NASA:
(Com Agência EFE)


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