09/12/2011 - 07:52
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Genética

Cientistas descobrem gene que atua no tempo de sono

Código genético, sexo, idade e ambiente são os fatores que influenciam no número de horas que precisamos dormir

Gene define se pessoa precisa dormir mais ou menos para se sentir bem

Gene define se pessoa precisa dormir mais ou menos horas para se sentir bem (D. Anschutz/Thinkstock)

Quando o despertador toca pela manhã, as pessoas têm reações distintas. Algumas levantam dispostas e outras lamentam por não poderem dormir um pouco mais. A diferença entre as duas situações pode ser explicada pelo nosso código genético. Um estudo europeu descobriu um gene responsável pela regulação do sono: o ABCC9. Quem tem duas cópias de uma de suas variáveis costuma dormir mais do que quem tem a outra versão. Além do DNA, fatores como idade, sexo e ambiente influenciam no nosso período de sono. A pesquisa foi publicada na revista especializada Molecular Psychiatry.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: A KATP channel gene effect on sleep duration: from genome wide association studies to function in Drosophila

Onde foi divulgada: revista Molecular Psychiatry

Quem fez: Karla Allebrandt e Till Roenneberg

Instituição: Estudo liderado pela Universidade Ludwig-Maximilians, Alemanha, com a ajuda de outras instituições europeias

Dados de amostragem: 4.251 cidadãos de sete países da Europa

Resultado: Pessoas com variáveis diferente do gene ABCC9 apresentam diferenças consideráveis no tempo médio de sono. Moscas drosophilas passaram a dormir menos ao terem o gene bloqueado.

A pesquisa combinou as respostas de mais de 4 mil voluntários de sete países europeus a questionários sobre os hábitos noturnos com suas informações genéticas. Os resultados mostraram que a diferença no tempo de sono entre indivíduos com um e outro tipo do mesmo gene é bem grande. "Há uma tendência genética quanto à duração do sono. Isso significa que um indivíduo que tem um tempo de sono longo, vai ter sempre um tempo de sono longo", afirmou Karla Allebrandt, cronobióloga da Universidade Ludwig-Maximilians, na Alemanha, em entrevista ao site de VEJA.

Os cientistas testaram a hipótese na drosófila (mosca da fruta), que também possui esse gene em seu DNA. A ação do gene ABCC9 foi bloqueado em seu sistema nervoso. Como resultado, as moscas diminuíram seu período de sono em um tempo considerável. "Isso é muito encorajador para nós", disse Till Roenneberg, da Universidade Ludwig-Maximilians. "Isso indica que o controle genético da duração do sono pode ser baseado em mecanismos similares em uma gama de espécies altamente diversificada", completou.

O estudo levou em conta a variação do tempo de sono que depende do ambiente em que se dorme, sexo e idade. "O tempo de sono vai se reduzindo ao longo da vida", explica a doutora Allebrandt.

Doenças - Além de regular o tempo de sono, o gene ABCC9 codifica uma proteína, a SUR2, que regula o potássio nas membranas celulares do corpo. "É particularmente intrigante que estudos demonstraram que a proteína codificada por esse gene desempenha um papel na patogênese de doenças cardíacas e diabetes", afirma ainda Allebrandt. "Então, aparentemente, as relações de duração do sono com os sintomas da síndrome metabólica podem ser em parte explicadas por um mecanismo molecular comum".

Comentários


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Joanildo

interessante. Sempre dormi muito e isso sempre foi um problema nos estudos e no trabalho, desde os tempos de escola. Eu sempre me esforcei para dormir menos e acordar mais cedo, mas é praticamente impossível para quem dorme muito e ainda dorme com facilidade. O despertador, saja lá qual ele for, com o tempo acaba se tornando(..)

01.03.2012

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jonathan

Uma pesquisa muito boa

09.12.2011

 

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