Ciência
Barreira do som
Com roupa de astronauta, austríaco vai realizar maior salto de paraquedas da história para quebrar a barreira do som
Salto está programado para agosto de 2012 e será o mais alto da história, feito a a 36.000 metros de altura. Nunca um homem conseguiu romper a barreira do som sem o uso de um avião supersônico
O paraquedista Felix Baumgartner irá até a 'borda' do espaço em um balão cheio de hélio e pulará com roupa de astronauta (Red Bull Photofiles)
O paraquedista e piloto de helicóptero austríaco Felix Baumgartner, 42 anos, pretende realizar o salto mais alto da história do paraquedismo em agosto deste ano. O austríaco vai pular de um balão meteorológico a 36,5 mil metros de altura, na estratosfera, com o objetivo de quebrar a barreira do som. Os preparativos para o salto já duram mais de dois anos para tentar dar a Baumgartner a maior segurança possível.
Saiba mais
ESTRATOSFERA
É a segunda camada da atmosfera do planeta, acima da troposfera. Vai dos 12 aos 60 quilômetros de altitude e abriga a camada de ozônio, que ajuda a proteger a Terra dos raios solares.
A jornada de Baumgartner até a terra firme, em algum ponto do estado americano do Novo México, vai durar 10 minutos. Mas a barreira do som será quebrada nos primeiros 35 segundos, segundo a previsão da equipe que prepara o salto.
A quebra deve ocorrer a 1.110 quilômetros por hora, velocidade um pouco menor do que a que seria necessária para ultrapassar o som no nível do mar (1.235 quilômetros por hora) - a diferença é devida à densidade do ar. O paraquedista vai sentir de perto a explosão sônica que ouvimos de longe quando jatos atingem a barreira do som. Para que seus tímpanos não estourem, foi desenvolvido um capacete especial que isola quase todo o som.
O capacete e todo o resto do traje especial que ele vai usar são bem parecidos com os que astronautas usam no espaço. É um cuidado necessário porque a roupa vai protegê-lo de temperaturas que chegam a -70 graus Celsius e da quase ausência de oxigênio — compensada por um balão com 20 minutos de capacidade. Sem esses cuidados, Baumgartner sufocaria sem oxigênio e morreria com o sangue fervendo nas veias, pois o ponto de ebulição dos líquidos cai com a altitude.
Após cinco minutos de queda livre — na maioria dos saltos esse período não chega a 50 segundos — Baumgartner terá desacelerado bastante por causa da resistência do ar e vai abrir o paraquedas especial a 15.000 metros. Depois, serão mais cinco minutos até o chão.
Riscos — Entre os perigos está a possibilidade de desestabilização do corpo do paraquedista, que pode começar a girar no ar a uma grande velocidade. Isso faria com que ele desmaiasse e não conseguisse abrir o paraquedas. Isso quase matou o atual dono do recorde de maior queda livre, o coronel da Força Aérea americana Joe Kittinger, que pulou de 31,3 mil metros em 1960. Durante um treino ele perdeu o controle, mas conseguiu se recuperar a tempo.
Baumgartner vai entrar no Guinness, o livro dos recordes, em quatro categorias: queda livre mais alta, mais rápida e com maior distância percorrida e voo mais alto em um balão.
Com mais de 2.500 saltos no currículo, Baumgartner também pratica um tipo de salto que também é extremo, mas pela razão contrária, o base jump. Nesse esporte, o atleta pula de plataformas fixas, como penhascos. O austríaco já pulou, por exemplo, do braço direito do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.


Conferência sobre Mudança Climática em Bonn termina sem avanços
No Rio, exposição 'Oceanos' traz imagens inéditas do fundo do mar
Humanidade precisará de "três planetas" em 2050
Começa conferência sobre mudanças climáticas em Bonn

Comentários
Marcos
Só para registro: O paraquedista SALTA, ele não PULA...
07.02.2012