Ambiente

Rio tem ar mais poluído que Cubatão e São Paulo, diz OMS

Cariocas respiram ar duas vezes mais poluído que o limite apontado pela Organização Mundial de Saúde. São Paulo aparece atrás, com nível de poluição uma vez acima do recomendado

Rio de Janeiro ficou na frente, com um nível de poluição duas vezes acima do limite recomendado pela OMS. São Paulo (foto) está com nível de poluição uma vez superior que o limite

Rio de Janeiro ficou na frente, com um nível de poluição duas vezes acima do limite recomendado pela OMS. São Paulo (foto) está com nível de poluição uma vez superior que o limite (Apu Gomes/Folhapress)

O Rio de Janeiro é a cidade brasileira com a maior concentração de poluentes no ar, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O relatório avaliou 1.081 cidades em 91 países e listou as regiões metropolitanas e países que mais lançam material particulado na atmosfera. Essas partículas podem penetrar nos pulmões e corrente sanguínea, causando doenças de coração, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias agudas. Dos 91 países analisados, o Brasil é o 48º colocado na lista dos que têm a pior qualidade de ar.

Limite — A OMS estabelece um limite de 20 microgramas por metro cúbico de ar como média de segurança anual. Os dados publicados mostram que no Rio de Janeiro o valor chega a 64, mais de duas vezes o limite. Das quase 1.100 cidades estudadas, o Rio está na 144ª posição entre as que mais lançam partículas poluentes na atmosfera, à frente da região metropolitana de São Paulo, 267ª colocada, com 38 microgramas por metro cúbico, quase uma vez superior que o recomendado pela OMS. Outras duas metrópoles brasileiras são citadas e tiveram resultados diversos: Curitiba tem emissão de nove microgramas acima do recomendado, e Belo Horizonte está dentro do padrão orientado pela OMS.

A Organização Mundial de Saúde estima que mais de dois milhões de pessoas morram a cada ano por respirar as pequenas partículas presentes na poluição. De acordo com o relatório, a poluição se origina principalmente de usinas elétricas e veículos automotores. A grande maioria dos centros urbanos expõe a população a níveis maiores que o recomendado pela OMS.

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Ar nocivo - A região metropolitana do Rio de Janeiro possui um ar tão carregado de partículas nocivas à saúde quanto Seul (listada em 143º, com um nível de 64 microgramas por metro cúbico), na Coreia do Sul. Os cariocas respiram um ar mais poluído que em cidades como Jerusalém (149ª colocada, com um valor de poluição de 60), Istambul (152º, com 59). O ar carioca também é pior que o de Cubatão e a região metropolitana de São Paulo (RMSP).

A capital paulista tem quase o dobro de partículas suspensas no ar que o recomendado pela OMS. A RMSP ficou em 267º com um nível de 38 microgramas por metro cúbico. O ar da cidade é tão ruim quanto o de Buenos Aires e Paris, mas pior que o de Quito (306ª colocada, com 34) e Moscou (319ª, com 33). De acordo com relatório da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo), os problemas de qualidade do ar da RMSP ocorrem principalmente em função da poluição gerada pela imensa frota de veículos da capital.

Na média, apenas algumas cidades conseguem manter o ar limpo o suficiente. Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte está quase lá: o nível de partículas suspensas no ar da cidade é de 22 microgramas por metro cúbico. Já Belo Horizonte é a única metrópole brasileira citada no relatório que está exatamente dentro das recomendações da OMS: tem uma média de 20 microgramas de partículas suspensas por metro cúbico de ar.

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