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Anotações pessoais de Charles Darwin são digitalizadas

Projeto colocará na internet as anotações que Darwin fazia nos livros de sua biblioteca pessoal

- Atualizado em

Anotações em livros da biblioteca de Charles Darwin recebem atenção especial em projeto.
Anotações em livros da biblioteca de Charles Darwin recebem atenção especial em projeto.(Biodiversity Heritage Library/VEJA)

Um projeto envolvendo diversas instituições, incluindo a Biblioteca da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, começou a digitalizar anotações e livros da biblioteca pessoal do naturalista britânico Charles Darwin, criador da teoria da evolução. A primeira fase do trabalho foi finalizada e qualquer pessoa pode acessar pela internet os 330 livros mais 'rabiscados' do naturalista britânico. O conteúdo está disponível no site da Biodiversity Heritage Library .

A proposta é mostrar o que Darwin pensava de outros autores. "Muita atenção foi dada a seus manuscritos e correspondências, mas sua biblioteca nunca teve a atenção que merecia", afirma a bibliotecária Anne Jarvis, da Universidade de Cambridge. Além disso, o sistema de buscas do site permite que o usuário encontre documentos por títulos ou palavras-chave - tornando a pesquisa muito mais interessante. O objetivo é colocar na rede todas as páginas dos 1.480 livros de seu acervo pessoal, 748 dos quais contêm anotações pessoais.

O atual projeto dá sequência a outro que começou em 2008, quando a Universidade de Cambridge anunciou que digitalizaria vinte mil papéis relacionados à vida de Darwin e aos seus estudos. Este rico banco de informações estaria à disposição do público pela internet. Entre as curiosidades, receitas de sua mulher, Emma, e cartas que flagram momentos desconhecidos da vida de Darwin.