Mais Lidas

  1. Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

    Brasil

    Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

  2. Na ONU, Dilma não fala em golpe, mas pede que brasileiro impeça 'retrocesso' na democracia

    Brasil

    Na ONU, Dilma não fala em golpe, mas pede que brasileiro impeça...

  3. Prince teria sofrido overdose seis dias antes de morrer

    Entretenimento

    Prince teria sofrido overdose seis dias antes de morrer

  4. Eduardo Cunha: uma unanimidade nacional

    Brasil

    Eduardo Cunha: uma unanimidade nacional

  5. Lula: O mito estraçalhado

    Brasil

    Lula: O mito estraçalhado

  6. #belarecatadaedolar: os memes sobre a reportagem de VEJA

    Vida Digital

    #belarecatadaedolar: os memes sobre a reportagem de VEJA

  7. Justiça atende liminar do PSDB e proíbe Dilma de fazer pronunciamento

    Brasil

    Justiça atende liminar do PSDB e proíbe Dilma de fazer pronunciamento

  8. Vídeo mostra momento da queda de ciclovia no Rio

    Brasil

    Vídeo mostra momento da queda de ciclovia no Rio

A química do amor

Embora seja agradável pensar que seguimos o coração, a verdade é que a ciência tem explicações menos poéticas para as demandas românticas. Saiba como ela explica as questões amorosas, resultado de mecanismos puramente fisiológicos, que envolvem hormônios e receptores cerebrais. E por que nada disso vai importar quando você estiver apaixonado

Por: Aretha Yarak e Guilherme Rosa - Atualizado em

De acordo com estudo, a probabilidade de uma pessoa relatar um nível alto de felicidade diminui quando ela acredita que faz menos sexo do que as outras pessoas
Amor: respiração e batimentos cardíacos acelerados são causados pelo excesso de dopamina no organismo; níveis mais elevados de norepinefrina causam alegria excessiva e falta de sono(Thinkstock/VEJA)

"Os homens devem saber que do cérebro, e só do cérebro, derivam prazer, alegria, riso e divertimento, assim como tristeza, pena, dor e medo". A frase foi dita por Hipócrates (460-377 a.C.) há milhares de anos, mas continua certeira. Significa que aquele amor envolto em corações flutuantes, que foi incessantemente idealizado por escritores, poetas e cineastas não é bem do jeito que eles pintam. Esqueça o cupido, a sorte ou mesmo a união sublime e inexplicável de almas. "Nada é tão ao acaso, nem tão romântico", diz Carmita Abdo, psiquiatra coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. O amor nada mais é do que o resultado de uma complexa cadeia de reações químicas do cérebro, e existe com o intuito único de propagar a nossa espécie. Em outras palavras, amamos porque somos o resultado de um processo evolutivo bem sucedido: ao entrarmos em uma relação estável, as chances de criarmos com sucesso nossos descendentes são muito maiores.

De acordo com a biologia evolutiva, o vínculo criado por casais apaixonados garante a segurança da espécie. Focado na sua família, o homem gasta energia em mantê-la bem provida, oferecendo todas as oportunidades para que seus filhos cresçam e perpetuem sua carga genética. Para unir o casal, o cérebro se inunda de amor - no caso, há um aumento na liberação dos hormônios dopamina e norepinefrina. São eles que causam todas as sensações típicas da paixão, como insônia, frio na barriga e pensamento obsessivo na pessoa amada.

Quiz: Saiba se você está apaixonado (a) ou não

Passado o rompante da paixão, outro hormônio entra em ação: a oxitocina. É ela que faz com que os casais criem vínculos, evoluam para o sentimento de amor romântico, e continuem juntos por anos a fio. De acordo com o psiquiatra Larry Young, coautor do livro A Química entre Nós (Ed. BestSeller, 348 pág.), é a oxitocina que nos faz focar a atenção no parceiro. "O amor é esse emaranhado de complexas reações químicas no cérebro", diz. E é nosso organismo ainda quem ajuda a escolher por quem nos apaixonamos: enquanto os homens tendem a procurar mulheres com o quadril largo (característica vinculada à progesterona, que sinaliza uma boa fertilidade), as mulheres procuram um homem que transpire sucesso e segurança. Os dois caçam ainda alguém com um sistema imunológico diferente do seu - a variabilidade garante o sucesso da espécie e evita anomalias do cruzamento entre parentes.

Ah, o amor - Embora a ciência consiga ainda explicar por que, afinal, os homens levam a fama de ser mulherengos (eles são fábricas de espermatozoides que precisam ser espalhados), ela ainda não nos tirou o gosto pelas incertezas do amor. Por mais que você saiba que o hormônio que corre no seu corpo e te faz sentir frio na barriga é a dopamina, você ainda vai, sim, curtir o primeiro beijo, o primeiro amor e sua primeira paixão. E vai se emocionar com os filmes românticos de Hollywood, com as poesias de Vinícius de Moraes e as músicas melosas de Adele. "A paixão pode ser desconfortável, uma situação de extremo êxtase. Mas quanto mais descomunal, melhor. O ser humano vive buscando situações de risco, de perigo, que saiam do cotidiano e da mesmice", diz Carmita Abdo.

Como a ciência explica o amor, o sexo e a traição

TAGs:
Hormônio
Cérebro
Dia dos Namorados