Mais Lidas

  1. Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

    Brasil

    Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”

  2. Magreza de Carolina Dieckmann em foto de biquíni assusta fãs

    Entretenimento

    Magreza de Carolina Dieckmann em foto de biquíni assusta fãs

  3. Anatel sinaliza fim da era da internet ilimitada no Brasil

    Economia

    Anatel sinaliza fim da era da internet ilimitada no Brasil

  4. Delcídio relatou conversa com Dilma sobre liberação de Odebrecht, diz delator

    Brasil

    Delcídio relatou conversa com Dilma sobre liberação de Odebrecht,...

  5. A jornalistas estrangeiros, Dilma fala em 'veio golpista' no Brasil

    Brasil

    A jornalistas estrangeiros, Dilma fala em 'veio golpista' no Brasil

  6. Chineses querem comprar fazenda australiana do tamanho dos Estados do Rio e Alagoas - somados

    Economia

    Chineses querem comprar fazenda australiana do tamanho dos Estados...

  7. Temer pretende criar três superministérios: economia, infraestrutura e social

    Brasil

    Temer pretende criar três superministérios: economia,...

  8. STF mantém indiciamento do governador Fernando Pimentel

    Brasil

    STF mantém indiciamento do governador Fernando Pimentel

Contaminação, a marca da radiação no ambiente

Radioatividade tem consequências graves e de longa duração

Por: Marco Túlio Pires - Atualizado em

Foto tirada no dia 5 de agosto de 1986, mostrando reparos sendo feitos na Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que então fazia parte da União Soviética. A usina explodiu em abril desse ano
Monumento radioativo: Foto tirada no dia 5 de agosto de 1986, mostrando reparos sendo feitos na Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, que então fazia parte da União Soviética. A usina explodiu em abril do mesmo ano e deixou um rastro de contaminação que perdura até hoje(Zufarov/AFP/AFP)

Acidentes nucleares têm consequências graves e de longa duração para o meio ambiente e as populações próximas. Passados 25 anos do pior desastre nuclear da história, Chernobyl é ainda hoje uma cidade-fantasma na Ucrânia. Não é permitido ficar mais de 15 minutos nas imediações da antiga usina soviética, cujo reator explodiu em 1986, matando 30 funcionários em apenas 30 dias e contaminando toda a vida ao seu redor.

A exposição de material nuclear ao meio ambiente libera substâncias radioativas no ar e no solo. Essas substâncias contaminam plantas, rios, os animais e as pessoas em volta. Os dois elementos mais perigosos são o iodo radioativo e o césio, subprodutos da fissão nuclear do urânio. Em Chernobyl, o césio contaminou em cadeia: o solo, a vegetação que extraía nutrientes deste solo, o gado que se alimentava desta vegetação e, por fim, as pessoas que tomaram o leite de vacas contaminadas. "A radiação não deixa o solo infértil, mas tudo que cresce ali acaba contaminado", explica o engenheiro agrônomo Virgílio Franco, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP.

Um dos grandes problemas da contaminação nuclear, segundo Franco, é que os níveis de radioatividade podem permanecer altos por décadas. Chama-se decaimento radioativo o processo pelo qual um isótopo radioativo, instável, perde energia espontaneamente e se transforma em átomo mais estável, não radioativo. Esse processo pode levar dias, como é o caso do iodo radioativo, ou décadas, no caso do césio radioativo. "Apesar de ser eliminado em até 30 dias pelo corpo humano, o césio pode durar 60 anos no ambiente, até desaparecer completamente", diz Franco.

Especialistas não acreditam que a crise nuclear no Japão ganhe as mesmas proporções da tragédia de Chernobyl, apesar das incertezas que ainda cercam o acidente. Em escala de emergência, o desastre na usina de Fukushima alcançou o mesmo grau de outro grave acidente nucler, o de Three Mile Island, nos EUA, em 1979. Na usina americana, ao contrário da soviética, não houve explosão do reator, mas sim o derretimento parcial das varetas de combustível - risco que também corre a usina japonesa. O derretimento das varetas de Three Mile Island liberou uma quantidade de radiação que expôs a população ao redor a níveis, em média, equivalentes a apenas um exame de raio-X. Nos casos mais extremos, foram registrados níveis de exposição equivalentes a um terço da radiação natural absorvida durante um ano.

Clique abaixo para entender os efeitos da radiação no meio ambiente:

info-natureza-radiação
(Arte VEJA - Luciana Martins/VEJA)
TAGs:
Chernobyl
Radiação