30/09/2009 11:19
A conclusão da primeira autópsia científica do mundo feita em uma múmia egípcia estava errada, afirmou um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Biological Sciences, da Royal Society, em Londres. Segundo pesquisadores da University College London, Irtyersenu - a múmia do Dr. Granville - não morreu devido a um câncer ovariano, como se pensava, mas provavelmente de tuberculose.
A autópsia em questão foi realizada em 1825 pelo cirurgião e ginecologista italiano Augustus Bozzi Granville. Ao ouvir um de seus pacientes contar que havia trazido da necrópole de Tebas uma múmia ainda selada no sarcófago, ele decidiu investigar o caso.
Após análises de tecidos e da redução do osso pélvico da múmia, ele concluiu que Irtyersenu, mulher falecida na faixa dos 50 anos, tinha um tumor ovariano e que, provavelmente, essa seria a causa de sua morte. Posteriormente, no entanto, descobriu-se que o tumor era benigno.
Para a equipe de cientistas britânicos, tudo indica que a morte foi provocada pela tuberculose, doença muito disseminada no antigo Egito. Além dos pulmões inflamados, os pesquisadores identificaram nos fragmentos que restaram da múmia vestígios da Mycobacterium tuberculosis, responsável pela doença.
"Sendo assim, conseguimos expandir o estudo original de Granville (1825) para a Roual Society concluindo que há evidências de uma infecção ativa de tuberculose na Istyersenu e que isso, e não um cistadenoma ovariano benigno, que provavelmente foi a causa maior de sua morte", escreveram os cientistas.
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