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Aquecimento Global

ONU: EUA e China vão salvar acordo do clima

26/11/2009 16:55


A Organização das Nações Unidas (ONU) retomou o otimismo em relação à Convenção do Clima, que será realizada em Copenhague no próximo mês. Nesta quinta-feira, o secretário-executivo da convenção, Yvo de Boer, disse que ficou satisfeito com os planos de redução da emissão gases poluentes apresentados por Estados Unidos e China. Segundo ele, essas propostas podem eliminar os últimos obstáculos para um acordo climático.

Mais cedo, o governo chinês o compromisso de reduzir entre 40% e 45% a intensidade energética (emissão de dióxido de carbono por unidade de PIB) em 2020 em relação aos níveis de 2005. A promessa surge dias antes da reunião mundial sobre o clima, que discutirá em Copenhague os próximos passos no combate ao aquecimento global.

A intensidade energética é um conceito mais vago do que uma redução concreta de emissões, o que permite ao governo chinês uma maior margem de manobra. Pequim já havia prometido reduzir esta intensidade energética, de 2006 a 2010, em 20% - o que equivale, segundo especialistas, a 1,5 bilhão de toneladas de CO2. Por isso, o novo compromisso significa dobrar os esforços de um dos dois países mais poluentes do mundo, ao lado dos EUA.

Na quarta-feira, funcionários do governo dos EUA afirmaram que, em Copenhague, o país pretende se comprometer a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em 17% até 2020, em comparação com os níveis de 2005. "O compromisso dos EUA com objetivos específicos de redução, a médio prazo, e o compromisso da China com uma ação específica de eficiência energética podem desbloquear as duas últimas portas para alcançar um acordo amplo", afirmou De Boer, em comunicado enviado pela sede da ONU em Bonn, na Alemanha.

Ele fez questão de salientar, porém, que continua sendo necessária a "ambição e a liderança" para que a cúpula que será realizada de 7 a 18 de dezembro na capital dinamarquesa permita um acordo internacional de redução de emissões poluentes. "Em particular, esperamos ainda clareza por parte dos países industrializados sobre o financiamento em grande escala para que os países em vias de desenvolvimento possam adotar ações climáticas imediatas e a longo prazo", disse.

Lula - Também nesta quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que "aqui no Brasil, a gente fala menos e faz mais", ao se referir à determinação de cumprir a meta de redução das emissões de gás carbônico estipulada pelo governo brasileiro, entre 36,1% e 38,9%.

"A gente não é como é aqueles que falam 'eu mato a cobra e mostro o pau'. Ora, quem mata a cobra e mostra o pau não mostrou a cobra morta. Aqui, a gente mata a cobra e mostra a bichinha morta. Mas hoje certamente esse 'mata a cobra' seria uma brincadeira. Não vamos matar a coitadinha que não está fazendo mal pra ninguém", acrescentou.

 

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