Celebridades
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Tony Ramos vive os seus dias de José Mayer
Tony Ramos na pele de Antonio Mattoli, o Totó, seu personagem em 'Passione' (Divulgação)
Na pele do cinqüentão Totó de Passione, o veterano Tony Ramos tem sido visto aos beijos, em cadeia nacional, com a atriz Mariana Ximenes, décadas mais jovem. Ela vive uma vilã interessada na herança de Totó, que é o filho perdido da magnata Bete (Fernanda Montenegro). Coisas de novela. É assim, aliás, que o ator encara as comparações com o colega José Mayer, famoso por dar vida a sedutores como o aspirante a escritor Nando, que na minissérie Presença de Anita se envolvia com a lolita representada por Mel Lisboa. "Acho graça. O querido Zé já me confidenciou que também acha uma loucura o que falam dele", conta Ramos, para quem "o que move o Totó é o amor."
Em entrevista a VEJA.com, Tony Ramos fala ainda da sua rotina ele dorme pouco mais de quatro horas por noite, lê três jornais por dia e não perde programas como Globo Rural. Ainda analisa a queda da audiência das novelas e conta os bastidores do reencontro de Totó e sua mãe. A cena, que foi ao ar na última quinta-feira, emocionou a todos, segundo ele. Não apenas aos personagens, mas também aos atores.
Desde que Totó começou a se relacionar com a Clara (Mariana Ximenes), você vive uma espécie de "fase José Mayer". Como encara isso?
(Risos.) Eu acho graça, essas comparações são meio estapafúrdias. Já compararam a Maitê (Proença) também ao Zé Mayer, porque ela tem vários amantes jovens na novela. Já falei muito com o querido Zé sobre isso, e ele uma vez me confidenciou que acha uma loucura o que dizem dele. Mas, na verdade, o meu caso é diferente. O Zé faz o grande sedutor. Na novela Viver a Vida, aliás, fez lindamente bem. Eu adorava aquela trama toda, ele com a Helena, vivida pela Taís Araújo, e depois redescobrindo a mulher, a Teresa, personagem da Lilia Cabral. Já o Totó é de uma sinceridade muito grande com a sua paixão, ele é viúvo e está pronto para amar de novo. Mas não é nada ingênuo. Eu acho que o que move o Totó é o amor. Só que ele não sabe que está sendo envolvido em uma trama. Um apaixonado pode ficar cego.
Você fica tímido com a comparação?
Não, de jeito, nenhum. Eu não sou nada tímido. Existe uma diferença entre ser tímido e reservado, e eu sou bastante reservado. (Risos.)
O José Mayer ficou muito marcado por Presença de Anita. Imagina se você agora passa a receber convites para viver sedutores de menininhas?
Eu nem penso essas coisas (risos). Vou lá e faço as minhas personagens, pronto. Faço novelas há anos e estou habituado a lidar com papéis antagônicos. Já fiz um sedutor de plantão, o Antenor Cavalcanti de Paraíso Tropical, do Gilberto Braga, há três anos. Um homem que tinha uma esposa maravilhosa, dedicada a ele, que era a personagem da Renée de Vielmond, e ao mesmo tempo tinha amantes. Cada personagem tem a sua trajetória. Acredite em mim, não faço problema de nada, vou lá, mergulho nas personagens na hora de gravar. Terminou, até amanhã, vamos ouvir esporte no rádio.
A cena em que Totó reencontra a mãe, Bete, é forte. Como foi a gravação?
O encontro é mesmo emocionante. É algo bonito e absolutamente impactante. E ao mesmo tempo maduro, porque esse homem tem 54 anos de idade. Então, ele tem o impacto da dor e da curiosidade, do sabor de saber que tem uma nova mãe, e do dissabor da rejeição, ao mesmo tempo. Ele não consegue entender porque foi rejeitado. Para mim e para a Fernanda, foi incrível também. Nós nos emocionamos ainda na leitura da cena, para você ter uma ideia (risos). E a querida Fernanda teve a chance de me dizer aquilo que eu imaginava: como a dramaturgia oferece momentos solo. Como, dentro da telenovela, podem acontecer momentos espontâneos de emoção, como esse.
Você disse que Totó se deixa levar pela paixão. Quando ele vai perceber a armação da Clara e dar um basta na relação?
Totó e Clara só devem se separar depois do capítulo 80. O Silvio (de Abreu, autor da novela) está procurando dois ganchos, que só ele sabe quais são, para motivar o rompimento. Porque o Silvio, entenda bem, nos fornece uma grande sinopse de cerca de 120 páginas e tem uma outra, de não mais de 18 páginas com os pontos cruciais da história - elementos que ele usará ao seu bel prazer. Alguns ele pode adiantar, outros ele pode atrasar. A esta sinopse, só ele, (a diretora de núcleo) Denise Saraceni, (o diretor) Carlos Araújo e (o diretor artístico) Manoel Martins têm acesso. Mas, nas ruas, as pessoas já me dizem para tomar cuidado com a menina (risos).
É curioso as novelas perderem audiência, mas não deixarem de ser comentadas nas ruas...
Sabe o que acontece? A novela não perde a sua audiência chamada cativa. Ela pode perder audiência flagrante, aquela do momento. Há uma migração de mídia para a internet, que leva também ao site da novela Passione. Eu não entendo muito disso. Não tenho Twitter, não tenho secretário, não tenho empresário, não tenho agente, não tenho Facebook, Orkut, não tenho nada. Mas não nego isso. Eu não sou um bicho que se esconde no canto da casa. Então, sei que a audiência hoje é motivada pelo espectador cativo. Se você falar com dez pessoas das suas relações não das suas relações mais sofisticadas, ou até entre elas , você vai encontrar no mínimo seis que já viram a novela. O nosso share é em torno dos 70% dos televisores ligados. É algo absurdo.
Você vê bastante TV?
Eu sou um homem de televisão, que faz e que vê televisão. O que eu não posso ver eu ponho para gravar no HD. Eu não perco o Globo Rural, por exemplo. Mas a leitura é o que me move. Leio todo dia três jornais brasileiros que eu assino, além do Corriere della Sera, pela internet. Antigamente, quando não tinha internet, comprava na banca dois dias depois de ter saído na Itália, juntamente com a Gazzetta dello Sport. Aos domingos, recebo o New York Times. Leio sobre novas tendências de teatro e sobre futebol. Eu durmo entre 1h30 e 6h. Durmo pouco, mas durmo bem. São quatro horas e meia bem dormidas. Aí, acordo tranqüilo. Corro na esteira e vou ler meus jornais.
Passione deve ir até o fim do ano. Você tem projetos ainda para 2010 ou as novidades ficam para o ano que vem?
Não, não, não, não. Neste momento, eu estou dedicado à novela. A trama é grande e o meu personagem é absolutamente central, ele envolve gravações em vários dias. Quando ele vier para o Brasil, eu começo a gravar todos os dias.
No ano que vem, pode sair a continuação de Se Eu Fosse Você?
O (diretor) Daniel Filho está gerenciando a terceira parte de Se Eu Fosse Você, mas primeiro deve terminar de gravar As Cariocas, baseado na obra do cronista Stanislaw Ponte Preta, até o final de julho. Ele tem ideias para a continuação da série, não vou negar. Mas essa é uma gestação mais longa. Continuar uma franquia que deu certo exige cuidado. Fazer por fazer não vale a pena. Não temos idade nem paciência para isso. E, na verdade, nunca fomos assim. Então, talvez a continuação só seja rodada em 2012, quando eu também devo montar uma adaptação de O Burguês Ridículo, de Molière. Em 2011, não vou fazer teatro. É provável que eu faça um filme, mas neste momento eu não posso falar dele, sob pena de ser processado, porque se trata de uma história real, e ainda faltam alguns acertos. A direção também é do Daniel Filho.


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Comentários
Zelis
Estais muito bem, continue sempre sendo o Tony que conheci nas telenovelas, trabalho é trabalho,familia é familia.Parabéns.
09.07.2010
cleide gonçalves torreiro
Oi Tony,ãcompanho o seu trabalho desde que eu era menina por isso posso dizer com toda certeza, se voce diz eu assino embaixo.Deus te abençõe bjoooooooooo
02.07.2010
cleide torreiro
O Tony é o Tony
02.07.2010
Lucimária
oi tony sou sua fãn!continui assim tão humilde bjs
30.06.2010
jayne
oi... tony ramos você está de parabéns pelo seu trabalho que Deus te abençoe te de muitas felicidades te amo muito beijos pra você e sua mulher áh vocês forma um ótimo casal hum super beijo te amo !!!!
30.06.2010