Carnaval 2014

Rio de Janeiro

Sem erros, Unidos da Tijuca é campeã do Carnaval no Rio

Com enredo sobre Luiz Gonzaga, azul e amarela conquista seu terceiro campeonato e consagra carnavalesco Paulo Barros como mestre dos desfiles

Rafael Lemos
  • Desfile da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro

    Wagner Meier/Fotoarena

  • Gracyanne Barbosa, rainha de bateria da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro

    Dhavid Normando/FuturaPress

  • Desfile da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro

    EFE

  • Desfile da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro

    Reuters

  • Destaque em carro alegórico durante desfile da Unidos da Tijuca

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  • Desfile da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro

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  • Desfile da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro

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  • Desfile da Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro

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Com uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga, a Unidos da Tijuca é a campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Os jurados premiaram o estilo 'pop' do carnavalesco Paulo Barros, que ousou ao levar para Avenida personagens como Michael Jackson, Pelé, Xuxa e Priscila (a rainha do deserto) para falar do Rei do Baião.

Barros acabou conquistando seu bicampeonato - o primeiro título foi em 2010, também pela Tijuca - com um enredo bem diferente dos temas abstratos que fizeram sucesso nos últimos anos, como medo, segredo, espaço. A escola é campeã pela terceira vez em sua história: a primeira foi em 1936 e, em 2010, veio o segundo título, quebrando um longo jejum.

Na era Paulo Barros, a escola foi vice-campeã três vezes. A volta definitiva à elite do Carnaval ocorreu em 2004, quando Barros foi finalmente reconhecido pelo estilo marcado, principalmente, por enredos subjetivos e alegorias humanas. Em 2005 e 2011, a escola também ficou em segundo. Em 2006, em sexto lugar, a escola ainda conseguiu voltar no sábado das campeãs.

O resultado da apuração do Grupo Especial leva para o desfile de sábado, além da Tijuca, o Salgueiro, Vila Isabel, Beija-Flor, Grande Rio e Portela. A Mangueira, apesar de ter sido um dos destaques da segunda noite de desfiles, ficou de fora. A verde e rosa perdeu pontos principalmente em Alegorias e Adereços.

Apesar do resultado positivo, o carnaval da Tijuca, se comparado aos anos anteriores, deixou um pouco a desejar. A estupefação do público com a comissão de frente que perdia a cabeça, no ano passado, ou com o inesquecível carro do DNA, que tornaram as alegorias humanas a identidade de Paulo Barros, não se repetiu. Em vez da magia, entrou em ação a estrutura criada na escola e que permitiu um desfile consistente, sem falhas e, portanto, com pouquíssimos "pontos a perder". Das notas válidas, a escola só perdeu um décimo, depois de descartadas as mais baixas das quatro notas de cada quesito.

Décimo a décimo - Conforme o site de VEJA havia publicado após os desfiles, a disputa ficou mesmo entre Unidos da Tijuca, Salgueiro, Vila Isabel e Beija-Flor. O título foi decidido com base numa velha máxima do Carnaval, a de que ganha quem erra menos.

A campeã do ano passado, Beija-Flor, saiu atrás na apuração, punida em 0,1 ponto por sua comissão de frente não ter se apresentado para o público do setor 3. No fim das contas, esse décimo a menos não alterou a posição da escola, que terminou em quarto lugar. O enredo, que era sobre São Luís do Maranhão, foi o quesito mais castigado pelos jurados, custando 0,6 ponto à agremiação.

A Unidos de Vila Isabel, que liderou durante boa parte da apuração, perdeu décimos preciosos em Alegorias e Adereços (0,3) e Bateria (0,2). Com um desfile sobre Angola, a escola do bairro de Noel Rosa ficou em terceiro lugar, apesar de ter sido responsável por um dos poucos desfiles que realmente mexeram com o público - lista que inclui ainda Mangueira e Portela, alijadas da briga pelo título sobretudo devido às falhas em alegorias.

O vice-campeonato ficou com o Salgueiro, que tem no experiente Renato Lage um carnavalesco capaz de fazer frente à sensação Paulo Barros. A Academia do Samba foi bem avaliada em todos os quesitos, mas perdeu o título em detalhes. O casal de mestre-sala e porta-bandeira perdeu 0,1 ponto, assim como a comissão de frente. Outro décimo foi tirado do quesito Evolução, já que a escola voltou a apresentar problemas na entrada dos carros alegóricos. Nada que se compare, no entanto, ao vexame de 2011, quando a agremiação estourou em 10 minutos o tempo de desfile.

Sábado das campeãs - A Estação Primeira de Mangueira, que arrebatou a Marquês de Sapucaí com a sua paradona, ficou apenas com o sétimo lugar e não voltará no Sábado das campeãs. A verde e rosa foi punida em praticamente todos os quesitos. curiosamente, as exceções foram Harmonia e Bateria - justamente, as que poderiam ser penalizadas pela ousada paradona.

Além de Tijuca, Salgueiro, Vila e Beija-Flor, o desfile das Campeãs terá ainda Grande Rio e Portela. Ambas ficaram de fora da disputa no ano passado, após o incêndio que destruiu seus barracões na Cidade do Samba.

Rebaixamento - A Porto da Pedra, que estava no Grupo Especial desde 2002, ficou em penúltimo lugar. A escola de São Gonçalo falhou na missão de transformar um enredo patrocinado sobre iogurte num desfile de escola de samba. Em último lugar, ficou a estreante Renascer de Jacarepaguá. Recém-chegada do Grupo de Acesso, a agremiação trouxe um enredo sobre o artista plástico Romero Britto.

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