17/06/2010 - 19:16
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Caso Bárbara Evans

'Não acho machista o que fizeram com a minha filha', diz Monique

Maria Carolina Maia
Monique e a filha, Bárbara Evans

Monique e a filha, Bárbara Evans (Divulgação)

Monique Evans está "exausta". Às 18h, já concedeu "umas vinte" entrevistas e tuitou uma série de vezes sobre o caso Bárbara Evans - sua filha, que, no último sábado, foi vítima de uma pichação nada lisonjeira feita nos muros da universidade Anhembi Morumbi, onde estuda, em São Paulo. Apesar dos termos de baixo calão usados contra mãe e filha, a apresentadora diz que não considera o ato machista. "Pode ter sido uma mulher com inveja da Bárbara, por ela ter um corpo bonito, alguém com ciúme por ela ter tido um namoro com o menino citado no muro ou um doido desses de filme que passa à tarde", analisa.

Segundo Monique, é difícil dizer, pelas imagens da câmera de segurança da Anhembi Morumbi, o sexo do pichador. Mas a apresentadora acredita que possa ser uma mulher. "Normalmente, é mulher que chama a gente de prostituta. Homem até casa com uma", diz, rindo. "As mulheres é que têm maldade."

O trabalho de descobrir o sexo e a identidade do autor é um serviço que agora cabe à polícia. Monique foi à delegacia nesta quarta-feira fazer uma denúncia e deve retornar na próxima semana com Bárbara, para dar início ao inquérito policial. "Como sou eu e está na mídia, eles vão investigar logo", acredita. Apesar do otimismo, vê lentidão na condução do caso. "Se fosse nos Estados Unidos, já haveria gente nos protegendo."

Monique é assim: fala o que pensa. E o que quer. Aproveita a entrevista para dizer que sempre recebeu um tratamento injusto por parte da imprensa. "Quando eu pus peito, me trataram como se eu fosse toda plastificada." E conta que hoje faz terapia porque, quando mais nova, sofreu preconceito na escola. "Quando era mais nova, era muito magra e muito alta. Todo mundo me chamava de 'vara-pau'." Daí, também, sair para a briga contra o pichador.

Bárbara, ao contrário da mãe, não quer dar entrevista. Dormiu o dia todo e evitou a imprensa. Só espera que a história tenha um desfecho rápido. De acordo com o advogado Vitor Kim, que atendeu a estudante Geisy Arruda e foi consultado por Monique Evans, a apresentadora e a filha podem pedir indenização pelo ocorrido. "A imagem das duas foi afetada." A Anhembi Morumbi, por sua vez, afirma em comunicado que repudia "qualquer ato de violência e vandalismo" e que se coloca à disposição para ajudar nas investigações.
 

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