Música

Já chamada de 'a pior canção do mundo', faixa de Rebecca Black vende bem no ITunes

Markerting negativo impulsiona a procura por 'Friday', canção adolescente que diz que 'depois de sexta vem o sábado e, depois do sábado, o domingo'

Ela já vem sendo apontada como "a pior canção do mundo", mas o pejorativo título, por incrível que pareça, parece só fazer bem para a canção Friday, de Rebecca Black. Além de ter ultrapassado os 30 milhões de cliques no Youtube, a faixa é uma das mais vendidas pela loja virtual iTunes, da Apple. A 99 centavos de dólares, ocupa a 45ª posição no ranking da loja.

O fenômeno fez Rebecca ser comparada a Justin Bieber, cantor canadense de 17 anos que também estourou no site de compartilhamento de vídeos. Mas a verdade é que Rebecca consegue ser pior que Bieber. Na canção adolescentoide Friday, ela apresenta uma letra simplória, em que conta que come cereal no café da manhã e que, depois de sexta, vem sábado e, depois de sábado, domingo. Para piorar, o clipe fez uso do AutoTune, software que corrigiu falhas do vídeo e desafinadas da cantora. 

O clipe foi disponibilizado no YouTube em fevereiro pela empresa Ark Music Factory, depois de solicitar permissão aos pais da jovem. Na segunda semana de março, um humorista chamou atenção para o vídeo e afirmou que "nem todo mundo foi feito para escrever canções". Foi o início do "estouro" de Rebecca Black.

A partir daí, surgiram dezenas de paródias, Rebecca entrou - e encalhou - nos trend topics, a lista dos assuntos mais comentados do Twitter, e sua música passou a ser bastante procurada no iTunes. Em entrevista a um programa matutino do canal ABC, a cantora admitiu ter ficado mal com as tão benéficas críticas. "A princípio, quando vi todos os comentários, chorei", disse. "Mas, agora, acredito que tenho talento em algum nível. Não penso ser a melhor cantora, mas não penso ser a pior."

Rebecca ainda acrescentou que sonha em cantar com Justin Bieber. Resta saber se, depois de toda a repercussão negativa da música da americana, ele tem o mesmo sonho.

(Com agência France-Presse)

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