17/02/2010 - 16:20
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Exclusivo VEJA.com | Cinema

Uma ideia na cabeça. E uma Super 8 nas mãos

Branca Nunes
Wahrmann nas filmagens de 'Avós'

Wahrmann nas filmagens de 'Avós' (Divulgação)

A escolha do curta-metragem brasileiro Avós para exibição em uma seção do 60º Festival Internacional de Cinema de Berlim, que se encerra na próxima segunda-feira, trouxe à tona um tema quase esquecido da sétima arte: o Super 8. Isso porque o filme dirigido por Michael Wahrmann foi totalmente realizado nesse formato.

Um cartucho e mudanças nas medidas da perfuração e do fotograma. Foi depois dessas transformações que alguém com uma ideia na cabeça pôde ter também uma câmera na mão. Há 45 anos, o Super 8 surgiu como a primeira câmera caseira fácil de ser operada e barata. Além de garantir a diversão de pais deslumbrados em batizados, casamentos e aniversários, a novidade permitiu que qualquer candidato a cineasta pudesse ser Alfred Hitchcock por algumas horas.

Foi uma jogada de mestre. Primeiro a Kodak colocou o filme de 8mm, já usado na maioria das câmeras caseiras, dentro de um cartucho. A mudança tornou desnecessário o carregamento do filme no escuro. Depois, reduziu o tamanho da perfuração (furos tipo roda dentada, similares aos de filmes fotográficos), aumentando a área para a impressão em 50%. A isso se juntaram a bateria mecânica, a autonomia para quase três minutos de gravação, as informações sobre a velocidade do filme impressas no próprio cartucho e outras facilidades. Aquilo não era mais um simples 8mm. Era o Super 8.

"Apesar de dizerem há 30 anos que o Super 8 vai morrer, ele não morre nunca", brinca Leandro Bossy, idealizador do Curta 8 – Festival Internacional de Cinema de Super 8 de Curitiba, único festival nacional dedicado ao formato. "Passamos por febres momentâneas seguidas por extensos períodos de estiagem, mas a produção nunca para completamente".

Avós - Ao contrário dos superoitistas ortodoxos, que escolhem a bitola por paixão, foi o roteiro que levou Wahrmann, diretor de Avós, ao Super 8. Autobiográfico, o filme conta a história de um menino que no dia do décimo aniversário ganha meias e cuecas de presente das avós e, do avô, uma câmera Super 8. Tudo o que aparece na tela é gravado pelas lentes dessa filmadora.

"No meu filme o Super 8 não é um fim, é uma ferramenta", conta o diretor. "Confesso que não sabia praticamente nada sobre o formato antes de me decidir por ele".

No Festival de Curitiba Wahrmann descobriu que seu curta, que considerava "muito experimental", na verdade era um blockbuster hollywoodiano se comparado aos outros filmes da programação. Passadas mais de quatro décadas, os superoitistas preservam algumas características do começo do "movimento". São poetas, artistas plásticos e cineastas que, talvez pela imagem idealizada da geração superoitista de 1970, ousam bem mais do que os cineastas de outras tribos.

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c arlos almada

Flávio: Não consegui encontrar nada, e você?

28.11.2011

Flávio

Olá, Carlos, Sou de SP e também preciso arrumar um projetor super 8 vc conseguiu achar alguém?

20.08.2011

Carlos Almada

Perguntas: Tenho uma filmadora super 8 e queria saber onde posso levá-la para ver se ainda funciona e onde consertar um projetor super 8. Moro no Rio de Janeiro

07.07.2011

 

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