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E o machismo varreu Renata do BBB12

Estudante de psicologia mineira saiu justificando a performance amorosa que chocou o mesmo público que poupou Jonas: ‘Eu vivo intensamente’

Maria Carolina Maia
Renata no comando do edredom do BBB12. Ela levou três para debaixo das cobertas: Jonas, Ronaldo e Rafa, que tinha uma namorada esperando do lado de fora

Renata no comando do edredom do BBB12. Ela levou três para debaixo das cobertas: Jonas, Ronaldo e Rafa, que tinha uma namorada esperando do lado de fora (Reprodução/VEJA)

Não houve suspense. Desde o começo do discurso que faz para anunciar o eliminado da semana, o apresentador Pedro Bial deixou claro aquilo que todos já esperavam: a estudante mineira Renata estava fora do Big Brother Brasil 12 por seu comportamento, considerado um atentado para os espectadores – e Bial fez questão de frisar: também as espectadoras – machistas do programa. O público que participou do paredão desta terça votou menos a favor da causa gay de João Carvalho do que contra o desempenho amoroso de Renata, que se envolveu com três homens na casa.

“Cafuné, eu quero até de macaco”, disse Bial, citando uma frase famosa da atriz Leila Diniz, que ele usaria em seu discurso para justificar a saída de Renata, com 66% dos votos. Leila, afirmou, era uma mulher “além” de nós – o mesmo que a estudante, pareceu dizer o jornalista, um eterno defensor da pegação no confinamento, coisa que, afinal, garante boa parte da audiência do reality show e de seu salário. Lembrando a emancipação feminina e a irônica proximidade do Dia da Mulher, comemorado nesta quinta, ele chamou Renata para passar a data “em liberdade”.

Já do lado de fora da casa do BBB, a mineira foi instada pelo apresentador a comentar seu score no confinamento. Renata bateu recorde ao ficar com três no programa, mas sempre subtrai o paulista Ronaldo da sua conta, alegando, como fez nesta terça-feira para Bial, que entre eles tudo não passou de amizade. “Eu me envolvi com o Jonas, tive uma amizade com o Rô e depois fiquei com o Rafa, com quem espero conversar aqui fora”, disse. Ao ouvir de Bial que estaria sendo julgada por sua performance amorosa, a mineira, que terminou um namoro para entrar solteira no reality, fez uso de um argumento fornecido um dia antes pela amiga Monique. “Do lado de fora da casa, se eu ficar com três em dois meses, é normal.”

Difícil que o público votante concorde com isso, embora poupe de sua sentença moral o modelo Jonas, que também já variou o cardápio no confinamento: depois de ficar com Renata, beijou a gaúcha Monique, que ele só voltaria a pegar depois de beijar mais uma vez a mineira, criando uma celeuma entre as duas amigas.

Renata também fez questão de dizer, no programa desta terça, que não se arrependia de nada e que vivia o momento a valer, o que transformou em lema e legado para os colegas, ao se despedir. “Vivam intensamente”, disse a todos, incluindo o caipira Fael, eleito pela edição do episódio o mais desajeitado com as mulheres. Afinal, contrariando o que se espera de um BBB, Fael ainda não pegou ninguém. Nem Kelly, a baiana chamada de “planta” pelos editores, no quadro mais cansativo da noite.

A mesma edição que riu de Fael e taxou Kelly de vegetal destacou, logo no começo, aspas da mineira Renata dizendo que não se arrependia do que havia vivido no reality. De fato, não houve suspense. Desde o início, o programa teve um tom de despedida da estudante, como se poderia esperar de uma atração acompanhada por um público que julga. E que é machista.

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