O Hobbit x O Senhor dos Anéis
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O Hobbit é para todos
Quem não gosta de O Senhor dos Anéis costuma dizer que a narrativa é lenta e descritiva demais. Alguns até tentam se deixar seduzir pelas aventuras de Frodo, mas não conseguem superar a falta de objetividade de Tolkien e o marasmo das primeiras páginas. Isso não acontece em O Hobbit. Se na sua trilogia Tolkien teve o mérito de aprofundar temas filosóficos e o universo da Terra-Média, O Hobbit, livre desse peso teórico, ganha em agilidade narrativa. Seu texto, com toques de humor, flui mais. É por isso que o livro agrada a públicos de todas as idades desde a primeira página.
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O Hobbit é para todos
Quem não gosta de O Senhor dos Anéis costuma dizer que a narrativa é lenta e descritiva demais. Alguns até tentam se deixar seduzir pelas aventuras de Frodo, mas não conseguem superar a falta de objetividade de Tolkien e o marasmo das primeiras páginas. Isso não acontece em O Hobbit. Se na sua trilogia Tolkien teve o mérito de aprofundar temas filosóficos e o universo da Terra-Média, O Hobbit, livre desse peso teórico, ganha em agilidade narrativa. Seu texto, com toques de humor, flui mais. É por isso que o livro agrada a públicos de todas as idades desde a primeira página.
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O Hobbit ganha em ação
O Hobbit pode ser menor que a saga O Senhor dos Anéis, mas tem muito mais ação. Nas 298 páginas do livro, Bilbo Bolseiro deixa a sua casa no Condado da Terra-Média para quase ser devorado por trolls, escapar de aranhas gigantes, enganar elfos, encarar um dragão e entrar em uma guerra. O primeiro momento tenso de A Sociedade do Anel, livro que abre a série O Senhor dos Anéis, só acontece após a página 200 (o livro inteiro tem 434), quando o grupo que escolta Frodo até Mordor é atacado por um exército de soldados de Sauron. Antes disso, a maior parte da narrativa é preenchida por descrições de personagens e lugares da Terra-Média.
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O Hobbit ‘criou’ a Terra-Média
Tolkien publicou a história de Bilbo Bolseiro em 1937 e teve sucesso imediato. Satisfeitos, os editores pediram ao escritor que fizesse uma continuação. E assim nasceu O Senhor dos Anéis, embora muitos anos depois – afinal, dar densidade a um universo com centenas de personagens e diversas línguas não é missão das mais fáceis. É por isso que se pode dizer que, mesmo que O Senhor dos Anéis ganhe em complexidade, sem O Hobbit a Terra-Média poderia simplesmente não existir. Agradeça ao Bilbo Bolseiro.
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Bilbo Bolseiro x Frodo
Pelo próprio estilo narrativo do livro, Bilbo costuma cativar mais o leitor do que o parente dele, Frodo. Logo de cara, vemos um personagem ambíguo, alguém que odeia situações inesperadas e adora sossego, mas tem curiosidade por aventuras. Com o passar das páginas, Bilbo deixa de ser menor que um anão (pelo menos na coragem) e começa a liderar o grupo que planeja combater nada menos que um dragão. É uma história de superação, protagonizada por um personagem cheio de falhas e qualidades. Já a narrativa que envolve Frodo está mais centrada no Anel do Poder e na corrupção do homem (o herói é seduzido pelo poderoso artefato). A construção do personagem fica um pouco de lado. E, claro, Bilbo é bem mais simpático que seu parente mais jovem.
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O Hobbit tem mais Gandalf
Gandalf é um dos seres mais misteriosos do panteão de Tolkien. Presente em várias das obras do autor, o mago costuma desaparecer em momentos cruciais da trama. O mistério gera uma curiosidade natural sobre o personagem, que é uma espécie de pai e líder tanto para Bilbo quanto para Frodo. Se em O Senhor dos Anéis Gandalf completa sua missão ao derrotar Sauron, em O Hobbit podemos ver outras facetas do mago, que não divide holofotes com Aragorn, o monarca de O Retorno do Rei, terceiro volume de O Senhor dos Anéis, por exemplo. E essa presença mais maciça pode ficar ainda mais interessante nos filmes. Com a divisão da obra em três partes, Gandalf vai ganhar importância. Momentos que são apenas citados no livro, como a luta para tirar o feiticeiro Necromante da Floresta das Trevas, devem aparecer com destaque nas telas. O Hobbit tem mais Gandalf, e quanto mais Gandalf melhor.
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Peter Jackson amadureceu
O cineasta neozelandês não era um desconhecido quando começou a gravar O Senhor dos Anéis. Mas passava longe de ser um grande nome do cinema mundial. Ele não estava acostumado a trabalhar com orçamentos milionários: antes da saga fantástica, produziu filmes de gosto duvidoso como Trash – Náusea Total (1987) e Morte Cerebral (1992). Ganhador de um Oscar de direção, o Jackson de O Hobbit está mais maduro. Nos últimos anos, além de comandar o remake do clássico King Kong e o longa Um Olhar do Paraíso, adaptação de outro livro, ele produziu Distrito 9. E, como poucos entendem mais de hobbits e Terra-Média do que ele, é natural esperar que a nova trilogia seja um sucesso.
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O elenco também cresceu
O Hobbit terá a volta de parte do elenco original, como Ian McKellen (Gandalf), Andy Serkis (Gollum) e Elijah Wood (Frodo), agora crescido e amadurecido como ator. Além deles, haverá alguns reforços de peso: atores que são desconhecidos de parte do público, mas bem conceituados pela crítica. É natural esperar que o elenco, reforçado e com o respaldo do sucesso da primeira trilogia, esteja mais preparado e confiante. Afinal, muitos já estiveram na Terra-Média e certamente conhecem todos os caminhos por lá. Não à toa Ian McKellen declarou em entrevistas que, como quase toda a equipe de O Hobbit trabalhou na primeira trilogia, o novo filme é algo como um “trabalho de vizinhos”. Ou seja: de gente que está acostumada a trabalhar em conjunto.
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É melhor sobrar do que faltar
Para encaixar a história de O Senhor dos Anéis em três filmes, foi necessário deixar detalhes e informações sobre a Terra-Média de fora. Com O Hobbit, pode acontecer o inverso. O livro foi adaptado para três filmes inteiros, o que permitiu ao diretor incluir informações que não estão na obra, e sim no apêndice de O Retorno do Rei. Chance imperdível para presenciar partes da trama que foram só citadas por Tolkien, sem grande desenvolvimento, como os tais sumiços misteriosos do Gandalf.
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O Hobbit será em 3D
Avatar reinventou a tecnologia 3D e hoje é comum ver objetos saírem das telas em nossa direção. Isso não era possível na época de O Senhor dos Anéis, que foi exibido em 2D. Agora, os fãs podem se preparar para ver machados, espadas e dragões brotarem da tela. “Se fosse possível filmar O Senhor dos Anéis em 3D, eu certamente teria feito. Adoro quando o filme o cativa e você se torna parte da experiência. E o 3D ajuda a levá-lo para dentro da história”, diz Peter Jackson em um vídeo de divulgação publicado no blog oficial de O Hobbit.
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O Hobbit: o dobro da velocidade
Um filme nada mais é do que a projeção de fotografias (ou quadros) em um espaço curto de tempo, projeção capaz de criar o movimento que vemos nas telas. A primeira trilogia baseada na obra de Tolkien foi filmada na velocidade de 24 quadros por segundo, o padrão usado no cinema atual. Os novos longas de Jackson podem revolucionar o formato: a saga foi gravada em 48 quadros por segundo. De acordo com os produtores da franquia, o olho humano é capaz de perceber até 60 quadros por segundo, e a maior velocidade das cenas as deixa mais próximas da realidade. “Quem viu as cenas do Hobbit diz que parecem o mundo real”, já disse Peter Jackson. Só que esse mundo, o da Terra-Média, não é tão real assim. É mais impressionante.