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'A briga com Luana fez parte do meu crescimento', diz Dado
(Divulgação)
A menos de quatro meses de se tornar pai, o ator Dado Dolabella, 29 anos, está 1 milhão de reais mais rico. Vencedor do reality show A Fazenda, da TV Record, com 83% dos votos do público, Dado se sente excitado com as novidades, que incluem o disco Relax, lançado na sexta-feira. Nele está a faixa Rolex, hino do ator no confinamento do reality, onde, jura, "fui eu mesmo". Ele quer mudar sua imagem junto ao público: "Sou um mero coadjuvante de uma história escrita por Deus. Quero mudar não apenas minha imagem, mas a minha vida."
Nessa mudança, os erros são formas de aprender. É assim que ele afirma encarar a briga com a ex-namorada Luana Piovani, numa boate carioca, no final do ano passado. Após agredir a atriz e a camareira Esmeralda de Souza, que tentou apartar a discussão, Dado foi enquadrado na Lei Maria da Penha e proibido de chegar a menos de 250 metros de Luana. "A gente vai errando e acertando e tentando resolver os erros." Confira, abaixo, a entrevista do ator.
Você desconfiou que tivesse vencido, quando o Gugu Liberato apareceu com o envelope do resultado e deu parabéns a você?
Eu estava tão nervoso que nem prestei atenção a isso. Estava ansioso pela expectativa do resultado, e surpreso com o Gugu na Record, nunca imaginei que ele fosse chegar ali naquele momento (no confinamento, os participantes não recebiam notícias).
Você disse a Britto Jr. que era o melhor jogador de A Fazenda. Em que consistia seu jogo?
Minha estratégia era tentar fazer o que faço aqui fora: cativar as pessoas, não deixar nenhum conflito mal resolvido quando ia para a Roça. Tentava não criar expectativas sobre o prêmio e viver meu cotidiano, ter o prêmio como uma recompensa do trabalho. Como é meu salário, não trabalho visando o quanto vou ganhar por mês. Ao contrário, trabalho mais para poder ganhar mais.
Já conversou com Carlinhos Silva e Theo Becker após A Fazenda?
Com o Theo, ainda não. Estive com o Carlinhos na segunda no Hoje em Dia e achei a postura dele muito infeliz. Enquanto eu falava, ele ficava debochando. Eu o convidei para conhecer meus amigos e a minha família, para saber quem eu sou, antes de julgar se estava sendo falso ou honesto. Mas ele prefere manter a verdade que criou.
Ele disse que você tomava cerveja em xícara de café e destratava os funcionários da produção.
Ué, cada um fala o que quer. Deus deu livre arbítrio e boca para falar o que quiser. Quem quiser acredita. Se eu tomasse cerveja, ia sentir vontade de fumar, coisa que abandonei no programa.
Como decidiu parar de fumar?
Tive um sinal. Numa prova de corrida, fui um dos últimos, junto com o Pedro, e vi que éramos os que mais fumavam na casa. Parar me fez bem, não só física, mas mentalmente, porque consegui dormir melhor, me alimentar melhor. Quero mudar, não apenas minha imagem, mas minha vida. A minha mulher (a publicitária Viviane Sarahyba, 26) está grávida de cinco meses e meio, esperando um menino. Preciso ser um exemplo para o meu filho.
Quando fala em mudar, se arrepende de algo? Por exemplo,
da briga com Luana Piovani?
Nada é por acaso. Hoje estou com uma pessoa que me faz muito feliz, que me dá paz, segurança, alegria. Passamos por coisas na vida porque temos de passar, temos de aprender. Sinceramente, espero que esse caso se encerre o mais breve possível (o processo ainda corre na justiça). Já faz tanto tempo que aconteceu e as pessoas ainda falam sobre isso, mas continuo dizendo que confio na Justiça e assim que ela se pronunciar volto a falar sobre o caso.
Carlinhos contou que quase todos na casa tomavam remédio de tarja preta. O que você tomava para insônia era?
Sim, receitado pelo meu médico. Mas não sei se todo mundo tomava tarja preta.
Onde vai investir seu 1 milhão de reais?
Vou comprar um espaço para ficar com minha mulher. Depois, tudo o que puder investir para dar retorno a quem acreditou em mim, em forma de música e de alegria, vou investir.
Você pensa em focar mais na música que na TV?
Acho que elas estão ligadas. Não tem como separar música e TV.
Quais os seus próximos projetos?
Acabei de lançar um disco, Relax, que chegou às bancas de jornal na sexta-feira, pela Panini, com distribuição da Record Entretenimentos. O CD vem com álbum de fotos, cifras das músicas, pôster autografado e cinco faixas, entre elas Rolex, que cantei no programa. Agora vou trabalhar na divulgação do disco. Meu filho depende de mim, então, pretendo trabalhar mais ainda para colher as sementes plantadas na fazenda com muito suor e amor, reconhecidas por 83% do público que me escolheu vencedor.
Essa aprovação maciça é uma forma de responder aos críticos?
Como diz o ditado, nada melhor que um fato para desmentir um boato. Chegaram a dizer que minha mãe tinha comprado lan-houses para me dar votos. Se ela tivesse dinheiro para pagar os votos que recebi, acha que ia perder tempo indo para algum lugar provar alguma coisa?
O que você queria provar?
Queria mostrar um Dado que o público não conhecia, meu lado músico. Geralmente, só sai notícia ruim do Dado.
Você se sente perseguido?
Imagina, de forma alguma. Acho que a imprensa faz o papel dela, de imprensa (risos).



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