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Brasileira no 1º reality show exclusivo da web
Giglianne esteve no Brasil com colegas de 'If I Can Dream' para divulgar o reality show (Divulgação)
Será lançado nos Estados Unidos, no próximo dia 23, o primeiro reality show desenvolvido totalmente para a internet. E o Brasil, quem diria, estará lá. Radicada nos EUA desde os 5 anos de idade, a goiana Giglianne Braga, 20, será um dos cinco jovens aspirantes à fama de If I Can Dream (Se eu puder sonhar). E, assim como os quatro americanos com que dividirá casa em Hollywood, vai receber treinamento - no seu caso, já que quer ser modelo, aulas de fotografia e passarela - e conversar com o público em redes sociais. "Eu nunca fui uma grande usuária de Twitter e Facebook. Mas, agora que preciso, estou aprendendo e gostando", diz.
O projeto leva a assinatura do produtor Simon Füller, o mesmo de American Idol - Ídolos, na versão brasileira - e tem na renovação uma de suas estratégias de sucesso. À medida que os participantes forem conquistando espaço no meio artístico, com turnês de shows ou atuações em filmes, de acordo com cada perfil, serão substituídos por novos integrantes, selecionados entre internautas de todo o mundo. Até lá, terão seu dia a dia exposto no site do reality show e na TV virtual Hulu.com. "Eu sonho alto, acho que vai dar certo", afirma Giglianne. Em conversa com VEJA.com, a brasileira fala de suas expectativas quanto ao programa, da sua experiência de vida fora do país e da imagem que o Brasil possui nos EUA, de terra da cirurgia plástica.
Você já tem experiência profissional como modelo?
Muito pouca. Eu fiz fotos para duas revistas, uma delas de Nova York, mas eram trabalhos pequenos. Nunca fui capa. Em passarela, acho mais difícil fazer carreira, porque sou um pouco baixa (ela tem 1,72m e 50 Kg). Mas, se um estilista me quiser, vou fazer o trabalho com prazer e vou querer desfilar corretamente.
Uma carreira de modelo pode levar a duas coisas que muita gente quer: fama e dinheiro. Qual delas você prefere?
Acho que, com a fama, o dinheiro vem. Mas o dinheiro também é bom (risos). Os dois funcionam juntos. Na verdade, eu sempre sonhei em ser modelo, mas não exatamente em ganhar dinheiro ou ser famosa. Eu pensava: "Vou ser modelo e sair em revistas", apenas. Nunca pensei que fosse chegar onde estou agora. Foi de repente. A agência a que era ligada marcou uma entrevista com a produção do If I Can Dream. Fui para lá sem saber nada do projeto. Mas eles gostaram de mim e, dois
meses depois, fui chamada à Califórnia, onde me explicaram o que iria acontecer. Sei que a fama pode vir com o reality show, e com a ajuda do Simon Füller, e tenho um pouquinho de medo disso.
Você não tem medo de que o seu sonho não aconteça?
Eu sonho alto, então, acho que vai dar certo.
Onde você se vê daqui a dois anos?
Eu me vejo trabalhando, num cenário em que as pessoas vão saber que eu sou uma modelo profissional e empresas vão me querer como a cara dos seus produtos.
Ser Gisele Bündchen não é uma meta?
A Gisele (ela diz 'Gisel', por influência do sotaque americano) é a maior de todas. Não acho que vai haver outra como ela. Eu quero ser Giglianne, e quero tentar ser a melhor pessoa e a melhor modelo que puder.
Além da Gisele, que outras modelos você admira?
Do Brasil, a Adriana Lima, a Ana Beatriz Barros e a Alessandra Ambrósio. Elas são as que conseguem mais trabalho. As brasileiras estão num momento ótimo. Se você pensa em modelos grandes e famosas, você pensa sempre em brasileiras. Entre as não brasileiras, eu gosto de uma argentina, a Yamila Diaz, que é muito bonita, a Cindy Crawford e a Twiggy, voltando um pouco mais no tempo.
Você já sofreu preconceito nos EUA por ser latina?
Há um pouco de preconceito contra latinos nos EUA, realmente. No caso das brasileiras, elas são ou chamadas de as mulheres mais lindas do mundo ou de mulheres de plástico, porque o Brasil é famoso como país das cirurgias plásticas.
Outra característica que costuma ser relacionada às brasileiras é a sensualidade. Isso preocupa você?
Não. Eu acho positivo. Acho que isso ajuda a modelo a ter charme.
If I Can Dream vai ser um reality show virtual baseado em mídias sociais. Você já está no Twitter e no Facebook?
Eu, na verdade nunca fui uma grande usuária de mídias sociais. Mas, agora que preciso, estou aprendendo e gostando. Tenho contas no Twitter, no Facebook e no MySpace.
Como você foi parar nos Estados Unidos?
Quando eu tinha três anos, minha mãe decidiu tentar uma vida nova nos EUA, e partiu sozinha para lá. Eu e meu irmão ficamos com a minha avó. Dois anos depois, já casada, minha mãe providenciou a nossa ida. O começo foi muito difícil, nós mudamos bastante de casa, mas minha mãe conseguiu uma vida nova, como queria. Eu cresci em New Jersey, onde ela ainda vive hoje, mas há cerca de um ano me mudei para Nova York, para tentar a vida como modelo, e agora vou morar em Hollywood.
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