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Adele, uma estranha (bem-vinda) no ninho espalhafatoso da música pop
Cantora britânica se torna o fenômeno de vendas sem precisar de coreografias rebolativas nem letras de cunho sexual como suas oponentes
(Sean Gallup/Getty Images)
A voz de timbre rouco e potente serve de suporte a canções com letras confessionais que por pouco não passam da conta no açúcar
Em 2008, quando Adele lançou o seu primeiro disco, 19, foi saudada como a nova Amy Winehouse. Mas, a bem da verdade, afora as referências ao gênero musical e uma predisposição para tratar das próprias angústias em suas composições, são duas artistas distintas. Amy, sem rumo e dada a excessos; Adele, uma antimusa recatada.
É essa a imagem que ela mantém em 21, seu segundo disco, lançado aqui em abril deste ano. A voz de timbre rouco e potente serve de suporte a canções com letras confessionais que por pouco não passam da conta no açúcar - muito diferente de Amy e sua verve romântica tresloucada. Adele também se diferencia no rol de influências, lançando mão de folk e rhythm’n’blues em suas composições.
A maioria das letras da diva rechonchuda fala de namoros fracassados e de dificuldades de adequação social. A cantora nunca negou que trate de sua vida nas canções. Tanto que deu margem a que um ex-namorado pensasse em processá-la, alegando direito aos royalties das faixas que teria inspirado. Loucuras à parte, 21 é um disco que confirma Adele entre as expoentes da sua geração.
Canções como Rolling in the Deep, Someone Like You, Set Fire to The Rain e Lovesong (versão de música já gravada pela banda The Cure) impulsionaram as vendas de seus discos, 19 e 21 - os números correspondem à sua idade na época do lançamento. Do dia para a noite, Adele deixou de ser uma branquela redonda e chorosa para se tornar, até agora, o maior fenômeno de vendas do ano.
Desde 1990, quando Madonna lançou The Immaculate Collection, uma mulher não ficava em primeiro lugar por dez semanas consecutivas na parada inglesa. Adele foi lá e bateu a marca. Nos Estados Unidos, ela ultrapassou a soma de 1 milhão de discos vendidos e obrigou Lady Gaga, depois de Born This Way despencar 84% nas vendas de uma semana para outra, a disputar palmo a palmo um lugar na parada de sucessos.
Para o crítico de música da revista americana The New Yorker, Sasha-Frere Jones, Adele é prestigiada nos Estados Unidos por um público branco, de meia-idade, que não sabe fazer download e precisa ir à rede de café Starbucks comprar discos. O que justificaria a explosão nas vendas.
Sem muito talento para a dança nem as coreografias de apelo sexual, resta a Adele fazer o que lhe cabe bem: cantar. Produzido por nomes experientes do ramo, como Rick Rubin (Johnny Cash, Red Hot Chilli Peppers e The Gossip) e Paul Epworth (Cee Lo Green), 21 chegou ao topo como um elemento estranho, cercado por beldades como Rihanna, Shakira e Britney Spears. E deve se manter por uma mistura de talento e qualidade. Pedir autenticidade no soul de boutique que Adele canta já seria demais.
Ouça abaixo as melhores canções do disco 21:
Rolling In The Deep
O primeiro single do disco, responsável por puxas as vendas na Inglaterra



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Comentários
Luiza
Para falar a verdade, fazia tempo que eu não comprava CD. Mas depois da Adele, fiz questão de comprar não só o 21, mas tb o 19. Música boa é assim, não precisa de apelos, esses são para os de cabeça fraca, basta a música
18.02.2012
FanClubeAdele
Minha linda, adimiro muito a minha Adele por não ter que usar musicas com conteudos de "gente grande", acho que vocês devem saber do que eu estou falando, ela ganha fãns todos os dias sem ter que mover um dedo Beijo...
13.02.2012
Edil
Sou muito fã da cantora LADY GAGA,pra mim uma das maiores evoluções que o POP atual pode ver!!! Se há uma cantora que chama a atenção para seu visual e tudo mais,o mundo também precisava de uma bonita voz e ADELE soube fazer isso, AMO AS DUAS!!! Sem elas o mundo ñ seria o mesmo!!
13.02.2012
João L.
Britney, Rihanna, Katy Perry, Kesha... sequer sabem cantar ao vivo sem rebolar pra receber algum aplauso, por isso Adele é uma “estranha” no meio de tanta coisa ruim. E que ela seja mais estranha cada vez mais, mostrando o que é música de verdade. Não acredito que o texto tenha sido preconceituoso, pelo contrário, elogiou a (..)
30.01.2012
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Léa
Adoooooooooooooro. Ela não precisa de mais nada, apenas cantar, não precisa ficar magra, dançar, simplismente desejo que ela continue cantando. Talento assim é raro.(aliás, na minha geração só o Fredy Mercury se compara à ela, é dom Divino). Que Deus a proteja sempre.
27.01.2012
Sandro
De antimusa Adele não tem nada, Adele é uma grande musa, pois a musa de verdade é aquela que tem a capacidade de inspirar a criação artística, cultivar e preservar a arte, que no caso de Adele é a música, que ela vem tocando muito bem, fazendo sucesso não só com o público de meia-idade mas também o público jovem e é a isso q(..)
22.01.2012
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janne
Realmente.. infeliz em ressaltar tanto o peso da cantora "branquela redonda e chorosa" (?????) será que o colunista é um garoto bronzeado e sarado...? bom.. aquém.. das ignorancias descritas... o som dela é limpo, nao ouço firulas e mixagens para esconder desafinos.. como algumas cantoras estão fazendo... só resta mesmo.. o (..)
12.01.2012
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Morgana
Sua paixao encendeia suas musicas. Simplesmente apaixonante, paixao de alma. De perder o foleo e se arrepiar... Divina!
10.01.2012
Debora
Adele é sem duvida o Supra-Sumo da musica!!!
12.12.2011
evelyn
Parabéns, Rodrigo Levino!!!Você conseguiu...imagino que desejasse que sua crítica referente à Adele fosse lembrada, comentada e será! Será lembrada como uma crítica preconceituoso com relação aos atributos físico de uma pessoa e despeito por seu tamanho talento limpo e sem maiores apelações.Não sou fã de Adele e conheço some(..)
12.12.2011
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