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Bala perdida faz mais uma vítima no Rio de Janeiro

Jovem de 18 anos foi atingida de raspão na cabeça enquanto passeava com namorada na madrugada do réveillon

- Atualizado em

Jéssica Elísio Vasconcellos foi atingida de raspão na cabeça
Jéssica Elísio Vasconcellos foi atingida de raspão na cabeça(Pablo Jacob/Agência O Globo/VEJA)

Na madrugada do réveillon, mais uma jovem foi vítima de bala perdida no bairro de Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Jéssica Elísio Vasconcellos, de 18 anos, passeava com o namorado por volta da meia-noite quando foi atingida de raspão na cabeça. Em três semanas, este é o terceiro caso de bala perdida na região que ainda não está pacificada. A jovem foi operada no Hospital Salgado Filho e liberada.

Na manhã desta quarta-feira, Jéssica prestou depoimento e a Polícia Civil investiga se o disparo foi efetuado por alguém que comemorava a virada do ano atirando a esmo. De acordo com a Polícia Militar, não havia operações no momento do acidente. A região de Lins dos Vasconcelos possui um complexo de favelas ainda não pacificado pela polícia carioca. Os moradores afirmam que parte dos bandidos do complexo do Alemão migrou para a região após a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

Outros casos - Nas últimas duas semanas, outras duas jovens morreram no mesmo bairro vítimas de balas perdidas. Aline Faria Ramos, de 25 anos, e Flávia da Costa, de 26, também foram atingidas por balas perdidas. Cristina descia de um táxi a 100 metros de casa quando foi atingida por uma bala durante um confronto entre policiais e criminosos. Já Flávia foi atingida dentro do ônibus. Ela chegou a ser socorrida e ficou internada três dias no Hospital do Andaraí, mas não resistiu.

Próximo à região de Lins, no bairro de Pilares, a garota Adrielly dos Santos, de 10 anos, também foi vítima de uma bala perdida fruto de um confronto entre bandidos. Ela teve morte cerebral confirmada no último domingo, mas ainda respira com ajuda de aparelhos por determinação da família. Adrielly esperou sete horas por atendimento no hospital Salgado Filho, pois o neurocirurgião plantonista, Adão Crespo, havia faltado. Crespo justificou a falta alegando descontentamento com a escala de plantões e disse ter avisado à direção. O médico está sendo investigado pela Polícia Civil por omissão de socorro.

(Com Estadão Conteúdo)

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Unidade de Polícia Pacificadora - UPP
Rio de Janeiro