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Vital do Rêgo sobre resultado de CPI: 'Só o tempo dirá'

Responsável por investigação sobre Carlinhos Cachoeira se diz preparado para conduzir trabalho, mas não garante nada. Ou seja, tudo pode dar em pizza

Por: Gabriel Castro - Atualizado em

O senador Vital do Rêgo, presidente da CPI do Cachoeira
O senador Vital do Rêgo, presidente da CPI do Cachoeira(Agência Senado/VEJA)

O senador Vital do Rêgo Filho é um novato no Senado: assumiu o cargo há pouco mais de um ano. Mas, dentre os dezenove senadores do PMDB, foi ele o escolhido para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investigará a atuação da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. O potencial explosivo das investigações tem dimensões proporcionais às da possível decepção da opinião pública em caso de fracasso. Vital sabe que alguns colegas não põem fé nos resultados da CPI. E não se arrisca a dar garantias de que a investigação vai vingar: "O tempo é que dirá", disse ele, na tarde desta sexta-feira, ao site de VEJA.

O senhor havia dito que torcia para que a CPI não fosse necessária. Sente-se pronto para ocupar o cargo? Estou tranquilo. Estou pronto e acho que os 23 anos de atividade parlamentar ininterrupta me garantem tarimba, experiência, capacidade e prudência, que servem para isso. É mais um desafio. Eu achava que, se a gente tivesse os elementos necessários no Conselho de Ética, poderia não haver a CPI no caso Demóstenes. Mas os fatos se sobrevieram aos outros assuntos do Congresso. Agora vamos apurar. É um compromisso constitucional.

O senhor já sabe se será preciso dividir o trabalho da CPI em sub-relatorias? Não tenho nenhuma ideia de nada. O prazo para apresentação dos nomes vai até terça-feira. O relator só vai ser conhecido na terça. Nós temos pelo menos quatro nomes dentre os quais o PT vai definir. A partir da escolha do relator eu vou me sentar com ele para definir um roteiro, um cronograma e a divisão das sub-relatorias, se nós decidirmos mesmo criá-las. Deverá acontecer, obviamente, mas a gente não pode antecipar. Nem fui eleito presidente ainda. De qualquer forma, na terça-feira de manhã já vou me reunir com a área técnica.

Procede a informação de que o PMDB pretende usar a CPI para jogar lenha na fogueira, apagar o incêndio e cobrar a fatura do governo? O PMDB foi prudente em todos os momentos. Não pôs lenha na fogueira e nem vai ser ele que vai apagar incêndios ou atiçar fogos. O partido vai ser como sempre foi. Vai agir de forma absolutamente prudente e republicana. Nesse caso da CPI, o PMDB foi ponderado. Quando recebeu a notícia, não se arvorou a correr para assinar o pedido e dar contornos políticos ao fato. Esperou as coisas acontecerem. Mas, quando achou necessário, assinou na sua grande maioria. Quase todo o partido assinou.

A CPI corre o risco de ser enterrada, como acreditam muitos colegas do senhor? O tempo é que dirá. Na condição de presidente, não vou me antecipar aos fatos que haverão de vir ou não a elucidar os acontecidos. Nós vamos nos aprofundar no que já foi apurado. O tempo dirá se seremos ou não capazes de exercer na plenitude a nossa função.

Quando o PMDB do Senado vai concluir as indicações? Há dificuldades na escolha? Pelo contrário. O líder Renan Calheiros deixou o convite aberto a toda a bancada. Já indicamos Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Miranda (PP-PI), que faz parte do bloco. Falta mais um nome. Temos até terça-feira para definir.

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