Mais Lidas

  1. Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

    Mundo

    Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

  2. Após foto em velório, Ana Paula Valadão diz que vai deixar redes sociais

    Entretenimento

    Após foto em velório, Ana Paula Valadão diz que vai deixar redes...

  3. Bom para ambas as partes?

    Brasil

    Bom para ambas as partes?

  4. Attuch, o porta-voz da quadrilha

    Brasil

    Attuch, o porta-voz da quadrilha

  5. 'Que país é esse?' Moro é aplaudido durante show em Curitiba

    Brasil

    'Que país é esse?' Moro é aplaudido durante show em Curitiba

  6. Segurança de Eduardo Paes é morto ao reagir a assalto

    Brasil

    Segurança de Eduardo Paes é morto ao reagir a assalto

  7. Premiê escocesa diz que parlamento do país pode bloquear o Brexit

    Mundo

    Premiê escocesa diz que parlamento do país pode bloquear o Brexit

  8. Parlamento Europeu pede que Reino Unido comece a sair da UE na terça

    Mundo

    Parlamento Europeu pede que Reino Unido comece a sair da UE na terça

Vital do Rêgo sobre resultado de CPI: 'Só o tempo dirá'

Responsável por investigação sobre Carlinhos Cachoeira se diz preparado para conduzir trabalho, mas não garante nada. Ou seja, tudo pode dar em pizza

Por: Gabriel Castro - Atualizado em

O senador Vital do Rêgo, presidente da CPI do Cachoeira
O senador Vital do Rêgo, presidente da CPI do Cachoeira(Agência Senado/VEJA)

O senador Vital do Rêgo Filho é um novato no Senado: assumiu o cargo há pouco mais de um ano. Mas, dentre os dezenove senadores do PMDB, foi ele o escolhido para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investigará a atuação da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. O potencial explosivo das investigações tem dimensões proporcionais às da possível decepção da opinião pública em caso de fracasso. Vital sabe que alguns colegas não põem fé nos resultados da CPI. E não se arrisca a dar garantias de que a investigação vai vingar: "O tempo é que dirá", disse ele, na tarde desta sexta-feira, ao site de VEJA.

O senhor havia dito que torcia para que a CPI não fosse necessária. Sente-se pronto para ocupar o cargo? Estou tranquilo. Estou pronto e acho que os 23 anos de atividade parlamentar ininterrupta me garantem tarimba, experiência, capacidade e prudência, que servem para isso. É mais um desafio. Eu achava que, se a gente tivesse os elementos necessários no Conselho de Ética, poderia não haver a CPI no caso Demóstenes. Mas os fatos se sobrevieram aos outros assuntos do Congresso. Agora vamos apurar. É um compromisso constitucional.

O senhor já sabe se será preciso dividir o trabalho da CPI em sub-relatorias? Não tenho nenhuma ideia de nada. O prazo para apresentação dos nomes vai até terça-feira. O relator só vai ser conhecido na terça. Nós temos pelo menos quatro nomes dentre os quais o PT vai definir. A partir da escolha do relator eu vou me sentar com ele para definir um roteiro, um cronograma e a divisão das sub-relatorias, se nós decidirmos mesmo criá-las. Deverá acontecer, obviamente, mas a gente não pode antecipar. Nem fui eleito presidente ainda. De qualquer forma, na terça-feira de manhã já vou me reunir com a área técnica.

Procede a informação de que o PMDB pretende usar a CPI para jogar lenha na fogueira, apagar o incêndio e cobrar a fatura do governo? O PMDB foi prudente em todos os momentos. Não pôs lenha na fogueira e nem vai ser ele que vai apagar incêndios ou atiçar fogos. O partido vai ser como sempre foi. Vai agir de forma absolutamente prudente e republicana. Nesse caso da CPI, o PMDB foi ponderado. Quando recebeu a notícia, não se arvorou a correr para assinar o pedido e dar contornos políticos ao fato. Esperou as coisas acontecerem. Mas, quando achou necessário, assinou na sua grande maioria. Quase todo o partido assinou.

A CPI corre o risco de ser enterrada, como acreditam muitos colegas do senhor? O tempo é que dirá. Na condição de presidente, não vou me antecipar aos fatos que haverão de vir ou não a elucidar os acontecidos. Nós vamos nos aprofundar no que já foi apurado. O tempo dirá se seremos ou não capazes de exercer na plenitude a nossa função.

Quando o PMDB do Senado vai concluir as indicações? Há dificuldades na escolha? Pelo contrário. O líder Renan Calheiros deixou o convite aberto a toda a bancada. Já indicamos Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Miranda (PP-PI), que faz parte do bloco. Falta mais um nome. Temos até terça-feira para definir.

TAGs:
CPI do Cachoeira
CPI
Senado Federal
PMDB