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Skaf ironiza apoio a Dilma e abre crise no PMDB

Resistência de apoiar a presidente-candidata Dilma Rousseff em SP e campanha isolada irritam líderes do partido. Temer convocou reunião geral

Por: Felipe Frazão - Atualizado em

Skaf ironiza com bordão de internet apoio à presidente Dilma em São Paulo
Skaf ironiza com bordão de internet apoio à presidente Dilma em São Paulo(Reprodução/Facebook/VEJA)

Um vídeo do candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, ironizando a possibilidade de apoiar a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff desagradou o vice-presidente da República, Michel Temer, e deflagrou uma crise no partido. Produzido pela equipe da campanha do peemedebista, o vídeo mostra o candidato dentro de um vagão do metrô quando é indagado: "Skaf, e esse papo de apoiar o PT?". Na sequência, ele sorri e responde com um bordão provocativo usado pelo cantor de axé Compadre Washington em uma peça publicitária: "Sabe de nada, inocente!".

A divulgação do vídeo na internet deixou Temer em situação desconfortável com o Palácio do Planalto. Desde a última sexta-feira, Temer já enquadrou Skaf sobre o tema três vezes - o último telefonema foi nesta segunda. Dirigentes do PMDB tentam agendar para quinta-feira uma reunião com a Comissão Executiva estadual e a cúpula da campanha de Skaf para afinar o discurso. Fiador da candidatura de Skaf, o vice-presidente já assegurou publicamente que Skaf fará campanha por Dilma. O vice, também candidato à reeleição, defende que as campanhas do PT e do PMDB mantenham uma relação cordial no maior colégio eleitoral do país.

"Existe uma insatisfação em relação às declarações que Skaf tem dado. O partido dá a ele sustentação da candidatura e é o dono do palanque. Os companheiros estão chateados, já existe uma revolta, uma espécie de levante na capital paulista e entre prefeitos do interior contrários a esse posicionamento", disse ao site de VEJA o chefe de gabinete de Temer no Estado e tesoureiro do PMDB paulista, Arlon Viana. "Ao se posicionar contra a Dilma, ele se posiciona contra o Michel, que é nosso líder maior e bancou a candidatura dele quando existiam outros interessados. O PMDB não dá o direito a ele de tomar essas decisões unilaterais. Eu interpreto o pensamento dos meus companheiros do partido, não é um pensamento só meu."

O presidente do PMDB paulista, deputado estadual Baleia Rossi, assegurou que o PMDB fará campanha para Dilma. "O partido sempre esteve alinhado com o Michel e nunca titubeamos. Em termos partidários, nós vamos fazer a campanha da Dilma em São Paulo", disse Rossi. "Houve uma interpretação desse vídeo realmente, mas a questão é estadual. O Paulo Skaf está pontuando que é contra o PT e o PSDB, partidos que não estão vindo com flores na mão para ele."

Desde que o comitê de campanha de Dilma começou a tentar uma aproximação com Skaf como alternativa à estagnação da campanha do candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, Alexandre Padilha, o peemedebista tem rejeitado ceder espaço. "Nossa candidatura não tem vínculos com o PT, nossa proposta é independente. O palanque natural da presidente é o do candidato do PT". Skaf segue uma orientação de marketing, área comandada por Duda Mendonça: afastar qualquer possibilidade de associação da imagem dele à de Dilma - que tem rejeição de 47% em São Paulo.

Isolamento - A pauta da reunião entre o PMDB e cúpula de Skaf, porém, é mais extensa do que a divergência sobre o apoio público a Dilma. Dirigentes do PMDB paulista reclamam que Skaf faz uma campanha isolada e sequer comunica sua agenda aos deputados e prefeitos do partido. A logomarca do PMDB não aparece no site de Skaf nem nos perfis nas redes sociais do candidato.

Cargos importantes na campanha, como a tesouraria e a coordenação do programa de governo, foram entregues a aliados de confiança de Skaf. O único elo entre o comitê e o PMDB é o ex-governador paulista Luiz Antônio Fleury Filho. A cúpula do PMDB estadual reclama de não ter participado nas decisões - Skaf só se reporta a Temer.

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