08/08/2010 - 11:15
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Rio de Janeiro

Uma grande (e transparente) reforma devolve o brilho aos Arcos da Lapa

Andamento das obras pode ser acompanhado através de redes sociais

Rafael Lemos
Arcos da Lapa, Rio de Janeiro

Arcos da Lapa, Rio de Janeiro (Marco A. Cavalcanti/Ag. O Globo)

O Aqueduto da Carioca foi construído em 1723. No fim do século XIX, a estrutura foi adaptada pela Companhia Ferro-Carril Carioca para servir como ponte para o Bondinho de Santa Teresa.

Moldura de um dos cenários mais efervescentes e boêmios do Rio de Janeiro, o conjunto dos Arcos da Lapa passa por uma grande reforma promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que promete deixá-lo em forma até o fim do ano. O empreendimento junta técnicas e materiais de construção do início do século XVIII à moderna tecnologia de disseminação da informação do século XXI. A reforma pode ser acompanhada através de um site (www.arcosdagente.com.br) que divulga, entre outras informações, o andamento das obras através de diversas redes sociais, como blogs, Twitter, Facebook e MySpace. Para o superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando Andrade, a divulgação do andamento das obras pela internet é um exemplo a ser seguido. “Acho que todas as obras públicas deveriam ter essa transparência”, defende.

Fotos: Confira aqui mais imagens dos Arcos da Lapa

A ideia de apostar nas redes sociais vem do desejo de atingir, principalmente, o público jovem, que frenquenta muito a noite da Lapa, mas pouco sabe sobre a história dos Arcos, que originalmente faziam parte do sistema de distribuição de água da cidade. O Aqueduto da Carioca foi construído em 1723, e é um dos mais importantes dos 200 monumentos tombados e protegidos pelo Iphan, pela ligação com a paisagem da cidade. Em 1896, a estrutura foi readaptada pela Companhia Ferro-Carril Carioca para servir como ponte para o Bondinho de Santa Teresa.

Nos anos 1970, com a grande reurbanização do Centro da cidade que aconteceu em função da construção do Metrô, os arcos ganharam mais visibilidade. Nem a vizinhança de prédios enormes, como Petrobras, BNDES, Caixa Econômica Federal e a horrenda Catedral Metropolitana tira a majestade do monumento histórico, que tem como vizinhos mais simpáticos o Circo Voador, a Fundição Progresso e inúmeros sobrados restaurados que abrigam bares, restaurantes e casas de show.

O projeto está sendo realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas 28 (CEP 28), com verba de 1,2 milhão de reais captado junto ao banco Santander, através da Lei Rouanet. “Conseguir uma empresa para captar foi mais difícil do que pensávamos. Aprovamos o projeto em 2007, mas no ano seguinte teve a crise financeira. O dinheiro só foi cair na conta em 30 de dezembro de 2009, no apagar das luzes”, lembra o direto presidente do CEP 28, Marcos Soares Pereira.

O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan estuda a possibilidade de incluir em todos os projetos de restauração com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura um mecanismo de controle externo como o adotado nas obras dos Arcos.

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