Por: Marcela Donini, de Santa Maria - Atualizado em

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Atualização: Em 31 de janeiro de 2013, o número de mortos era de 236 pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, 143 vítimas ainda estavam internadas, mais de oitenta em estado crítico.

O Posto Médico Legal da cidade de Santa Maria confirmou, na manhã desta terça-feira, que o total de mortos na tragédia da boate Kiss, na madrugada de domingo, subiu para 234. Nos três atestados de óbito que não constavam na lista consolidada até a noite de segunda-feira estão os nomes de Vinícius Marconato Uggeri, Thailan de Oliveira e Lucas Dias de Oliveira. A perita médica legista Maria Ângela Zucchetto confirmou os três novos registros de óbito ao site de VEJA. Ela comanda a 5ª Coordenadoria Regional de Perícias. Os três nomes não haviam sido computados na lista que, até a segunda-feira, informava 231 mortos.

Thailan Rehbein de Oliveira, com a namorada Bruna Neu. Os dois morreram no incêndio.
Thailan Rehbein de Oliveira, com a namorada Bruna Neu. Os dois morreram no incêndio.(Reprodução/VEJA)

O Ministério da Saúde informou, nesta manhã, que 118 vítimas ainda estão internadas. Dentre elas, estão 75 pessoas em estado crítico, em risco de vida, e outras vinte com queimaduras graves pelo corpo.

Segundo informações da Agência Brasil, o número de internados com problemas menos graves diminuiu com a alta hospitalar de seis pessoas entre segunda e terça-feira. O ministro e a Secretaria de Saúde do município comemoram que nenhuma outra morte tenha sido registrada mais de 50 horas após a tragédia. "Nós temos 75 pacientes que estão em estado crítico, precisam de atenção e podem vir a óbito. Mas, em uma tragédia como essa, conseguir 54 horas sem mortes é muito bom", disse Padilha.

Galeria de fotos: Conheça as vítimas do incêndio na boate Kiss

Um comitê de gerenciamento de crise foi montado no Hospital Caridade, em Santa Maria, para monitorar os pacientes que correm risco de vida e os novos casos de pneumonite que surgirem. Segundo o ministro, até seis dias após inalar a fumaça tóxica do incêndio, podem aparecer sintomas como falta de ar, cansaço e tosse, que tendem a evoluir de forma rápida para insuficiência respiratória. As autoridades de saúde mantêm a prática de transferir os pacientes de Santa Maria para Porto Alegre, de modo a garantir reserva de vagas para novos casos de pneumonite química que possam surgir entre as vítimas na cidade.

Assistência às famílias - De acordo com Padilha, foi feito um mapeamento para localizar as famílias que perderam parentes na tragédia para que recebam assistência psicológica. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde estudava a maior parte dos jovens que morreram no incêndio, forneceu os endereços dos estudantes de outros municípios, e as prefeituras dessas cidades já foram acionadas para oferecerem suporte aos familiares dos mortos.

Segundo Padilha, o Centro de Apoio Psicossocial (CAPs) de Santa Maria está funcionando 24 horas para o atendimento de familiares e amigos que estejam sentindo algum tipo de distúrbio emocional. Também está atuando na cidade um grupo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). "Eles atuaram na tragédia das Torres Gêmeas e são especializados em cuidar do suporte psicológico de pacientes de traumas como esse", disse o ministro.

Padilha segue para Porto Alegre nesta terça-feira para acompanhar a situação dos pacientes internados na capital, mas retorna à tarde para Santa Maria. Ainda não há previsão para que o ministro deixe o Rio Grande do Sul.

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