06/10/2011 - 10:39
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Segurança Pública

Taxa de homicídios aproxima o Brasil da África e da América Central

Estudo das Nações Unidas mostra que redução das taxas de crimes contra a vida é tímido. São Paulo recebeu destaque no relatório pelos avanços na última década

O estudo sobre homicídios que a ONU divulga nesta quinta-feira põe o Brasil em posição muito mais próxima dos países da África e da América Central do que dos desejados índices europeus e norte-americanos de segurança pública. O documento considera os dados de 2010 ou os mais recentes – no caso brasileiro, foram usadas informações de 2009 fornecidas pelo Ministério da Justiça. Com taxa de 22,7 homicídios para cada 100 mil habitantes por ano, o país está entre os mais violentos da América do Sul, atrás apenas de Venezuela (49) e Colômbia (34,6) e próximo, por exemplo, do Panamá (23,6). O relatório expõe os extremos do planeta em matéria de crimes contra a vida, com índices próximos de 1 ou 2 casos para cada 100 mil habitantes por ano, na Europa, e perto de 70 ocorrências na América Central.

O início do relatório faz uma ressalva importante. Apesar da tentativa de obter os dados mais atualizados e de citar fontes governamentais e da Organização Mundial de Saúde, nem sempre os registros de homicídio estão disponíveis ou são totalmente confiáveis. E há na África, por exemplo, países sem dados oficiais por anos a fio, ou falhas nos registros que simplesmente impedem qualquer comparação.

O relatório destaca a tímida redução nas taxas de homicídio brasileiras ao longo da última década e cita as experiências de Rio e São Paulo no combate aos homicídios. A capital paulista, região mais populosa do país, conseguiu reduzir a taxa de homicídios de perto de 120 casos para cada 100 mil habitantes/ano, em 2001, para perto de 40, em 2009. No Rio de Janeiro, a redução foi muito menos acentuada, partindo de patamares semelhantes no início dos anos 2000 para algo perto de 90, em 2009.

A análise do relatório é um recado para os gestores públicos. O documento cita políticas públicas aplicadas nacionalmente a partir de 2003, com maior controle sobre armas de fogo e campanhas de desarmamento. Diz o relatório: “Em nível nacional, tais medidas provavelmente contribuíram para reduzir ligeiramente os homicídios após 2004, mas o impacto ocorre mais notadamente em São Paulo, onde havia esforços pré-existentes no combate aos crimes violentos e novos métodos de policiamento”.

O divisão da ONU dedicada a drogas e crimes estima que em 2010 ocorreram 468 mil homicídios no mundo. Mais de um terço deles (36%) ocorreram na África, 31% foram registrados nas Américas, 27% na Ásia, 5% na Europa e 1% na Oceania.

Cerca de 40% de todos os países do globo têm taxas de homicídio abaixo de 3 casos para cada 100 mil habitantes/ano. Em 17% dos países, essa proporção está acima de 20 para cada 100 mil. Os casos considerados mais graves estão acima dos 50 casos. O Brasil, com taxa de 22,7, encontra-se no segundo grupo.

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heraldo

esse indici alto de homicidio tem somente uma explicação "IMPUNIDADE", quando um bandido vai preso por cometer um assassinato ou latrocinio, não fica preso mais que um ou dois anos, ele tem mais direitos que nós cidadão.

06.10.2011

Fabio Villela

Os índices anunciados para São Paulo e Rio de Janeiro estão absoloutamente discrepantes. O índice para São Paulo é apenas 10% do referido na matéria. Terá a taxa sido referente a cada 1.000.000, e não 100.000 ? Mas nesse caso, a taxa do Rio de Janeiro ficaria distorcida, pois está acima de 20 por 100.000. Do que estão tratan(..)

06.10.2011

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