07/11/2009 11:53
O delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, afirmou sexta-feira que será demitido pela PolÃcia Federal (PF) na próxima segunda-feira, por ato administrativo. Ele também disse que vai recorrer à Justiça para se manter no cargo. Na sexta, a PF suspendeu por 60 dias o delegado pela participação em comÃcios polÃticos, medida decisiva no processo de expulsão do ex-chefe da Satiagraha. De acordo com a assessoria do órgão, agora, caberá ao ministro da Justiça, Tarso genro, avaliar e confirmar uma eventual pena de expulsão do delegado da corporação.
Segundo Protógenes, a decisão sobre sua demissão será publicada no Diário Oficial da União e no boletim interno da corporação. "É um ato indigno, uma injustiça, que atenta contra a democracia. Vou buscar reparação na Justiça. É um dano não só contra o Protógenes, mas contra a democracia", afirmou o delegado, que participou do 12º Congresso do PCdoB, em São Paulo.
De acordo com o delegado, o vÃdeo no qual a PF se baseou para abrir um procedimento administrativo contra ele, durante um comÃcio em Poços de Caldas (MG), é uma "montagem já constatada em perÃcia". "É uma prova imprestável", afirmou. No vÃdeo, ele aparece demonstrando apoio a um candidato a prefeito da cidade mineira.
No entanto, o delegado disse que não se surpreendeu com a decisão e que vem sendo constrangido, há meses, por meio de intimações do comando da PF, geralmente entregues momentos antes de ele participar de palestras pelo paÃs. Sem citar o nome do diretor-geral da corporação, Luis Fernando Corrêa, ele afirmou que sua demissão foi "orquestrada" pela cúpula da PF. Protógenes afirmou ter sido comunicado da demissão por um colega da PF que não quis se identificar.
(Com Agência Estado)
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