Brasil
Minas Gerais
Suspeito de matar procuradora cometeu suicídio, diz polícia
Corpo de Djalma Veloso foi encontrado em quarto de motel com 28 perfurações
Marina Pinhoni
Djalma Brignara Veloso e Ana Alice Moreira Melo com os filhos (Facebook/Reprodução)
A Polícia Civil de Minas Gerais informou na tarde desta sexta-feira que Djalma Brugnara Veloso, acusado de matar a procuradora Ana Alice Moreira de Melo, cometeu suicídio. O corpo do empresário foi encontrado na madrugada desta sexta-feira em um motel na cidade de Belo Horizonte, próximo à residência onde ocorreu a morte da procuradora. Veloso apresentava 28 ferimentos pelo corpo, sendo 22 superficiais e seis profundos. Uma perfuração no coração causou sua morte.
O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de Belo Horizonte (DHPP), afirmou ao site de VEJA que todos os indícios levam a crer que o empresário deu cabo da própria vida, depois de matar a mulher. “Trabalhamos com 99% de chances de que tenha sido suicídio”, disse Moreira.
Segundo o delegado, a hipótese de que outra pessoa estivesse no local foi praticamente descartada. “Ele estava sozinho no quarto e a porta foi trancada pelo lado de dentro”, disse Moreira. “Outro fator que corrobora nossa tese é que ele não apresentava lesões típicas de alguém que tenha se defendido. Os ferimentos foram feitos apenas com a faca, da esquerda para a direita, e ele era destro”.
Suicídio – De acordo com a polícia, os circuitos internos de segurança do motel registraram o momento em que Djalma chegou sozinho no local em seu Peugeot branco, às 4h45 de quinta-feira, apenas seis minutos após ter deixado o condomínio de luxo em que ocorreu a morte da procuradora.
Por volta das 18 horas, funcionárias do local estranharam o fato de ele ainda não ter feito nenhum pedido e telefonaram para o quarto, mas ele não atendeu. Passado algum tempo, após tentativas sem resposta de tocar a campainha, o quarto, que estava trancado por dentro, foi aberto com uma chave mestra. Djalma foi encontrado em cima da cama, de barriga para cima, ensanguentado e vestindo apenas cueca.
O departamento de homicídios foi acionado por volta das de 23h30 de quinta-feira. Uma faca com pouco corte foi encontrada sob o braço esquerdo do empresário. A polícia acredita que ela também tenha sido usada no assassinato da procuradora. “Tudo indica que seja a mesma arma, mas ainda falta o exame de DNA para comprovar”, afirmou Moreira. “Os ferimentos mostram a determinação que ele teve em dar cabo da própria vida, depois de ter cometido o homicídio da esposa”, afirmou.
Como trabalham com a tese de suicídio, os policiais do DHPP devem agora encerrar as investigações e encaminhá-las para a delegada Renata Fagundes, responsável pela morte de Ana Alice. A delegada já havia informado ao site de VEJA que pretendia arquivar o inquérito, uma vez que o principal suspeito do homicídio agora está morto.
Morte da procuradora - Segundo informações da polícia, Ana Alice foi surpreendida por volta das 4 horas de quinta-feira por Djalma na casa onde ela morava com os dois filhos de 3 e 6 anos em um condomínio de luxo.
De acordo com as investigações, o homem entrou na casa sem que a procuradora percebesse e começou uma discussão. Assustada, a babá se escondeu em um dos banheiros da residência com as crianças. Quando parou de ouvir as vozes de Djalma e Ana Alice, a babá saiu do banheiro e encontrou o corpo da mulher no chão com sinais de facadas. Câmeras de segurança mostram o momento em que Djalma deixou o local.
Na terça-feira da semana passada, dia 24, Ana Alice havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex-marido por ameaça e pedido para receber as medidas de proteção garantidas por lei. Segundo a polícia, Ana Alice estava sob proteção, o significava poder acionar a polícia caso Djalma se aproximasse dela. A polícia afirmou que a vítima não teve tempo de acionar a PM porque foi surpreendida pelo suposto agressor já dentro de casa.








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