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Secretário de Administração Penitenciária admite falha na fuga de presos de Bangu

Entre os foragidos está Claudino dos Santos Coelho, um dos condenados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes

Detentos foragidos: grupo escapou do Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro

Detentos foragidos: grupo escapou do Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro (Divulgação/Secretaria Estadual de Administração Penitenciária)

O secretário estadual de Administração Penitenciária, Cesar Rubem Carvalho, admitiu falhas no sistema prisional do Rio de Janeiro nesta segunda-feira. Na tarde de domingo, 31 detentos fugiram do Instituto Penal Vicente Piragibe, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio - quatro foram capturados. Segundo Carvalho, a secretaria investiga se agentes do presídio facilitaram as saídas. "A fuga ocorreu logicamente por uma falha nossa, falha na nossa segurança. Estamos tentando entender se foi uma falha sem intenção, ou sem nenhum tipo de conivência dos inspetores, ou se foi uma falha de observação."

Segundo o secretário, os bandidos escaparam durante o horário de visitação, quando 18 inspetores estavam de plantão - quantidade que ele não considera ideal. Depois da fuga em massa, outros 325 inspetores serão alocados no complexo penitenciário de Bangu. Os presos fugiram por um túnel feito a partir de um buraco na área de visitação. Um tampão encobria a abertura feita pelos detentos que dava acesso a uma rede de esgoto. A secretaria foi informada da fuga quando um inspetor, ao passar pela Avenida Brasil, desconfiou de homens sujos em um terreno baldio e alertou o Poder Executivo.

Tim Lopes - Um dos criminosos foragidos é Claudino dos Santos Coelho, conhecido como Xuxa ou Russão. Ele foi condenado pelo assassinato do jornalista da Rede Globo Tim Lopes, no Complexo do Alemão, em 2002. Na época, o jornalista fazia uma reportagem sobre consumo de drogas e exploração sexual em bailes funks. No total, sete criminosos foram condenados. Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), pede uma resposta rápida da polícia para recapturar Claudino.

Outro criminoso que conseguiu fugir foi Luiz Claudio Machado, conhecido como Marreta. Ele era gerente geral do Complexo do Alemão. Um dos destinos prováveis dos foragidos é o conjunto de favelas do Lins de Vasconcelos, bairro da zona norte do Rio. Reportagem de VEJA mostrou que, apesar do avanço das UPPs em várias áreas da cidade, essa região vem servindo de abrigo para fugitivos do Complexo do Alemão. Um vídeo feito pela Polícia Civil mostra traficantes armados desfilando com fuzis pelas vielas das favelas do bairro.

A lista de fugitivos:

Luiz Claudio Machado, o Marreta, ex-gerente geral do Complexo do Alemão
Marcelo de Castro Moreira, o Tchetchelo
Jorge Pereira – o Jorjão
Josinaldo Rodrigues de Araújo – Naldo ou Rodrigão
Robson Aguiar de Oliveira – Kinho ou Binho
Alessandro Miranda Gonçalves
Jeferson Gomes da Silva
Clauvino da Silva, o Baixinho
Josinaldo Rodrigues de Araújo, o Peixe
Marco Ferreira de Resende, o Binha
Alcides Francisco da Silva, o Careca
João Paulo Firmiano Mendes da Silva, o Russão
Danilo Oliveira de Almeida
Jairo de Aguiar
Vagner Ammenara Batista
Rodrigo Wallace Blauth, o Blauth
Claudino dos Santos Coelho, o Russão
Dario Nascimento de Freitas
Edson Batista da Nobrega, o Pará
Anderson Ferreira de Oliveira
Bruno Dicarlantonio Martins, o Bruninho BR
Roberto Ferreira Vieira, o Robertinho do Jacaré
Rafael Rodrigues Anacleto
Leonardo Luiz Batista, o Aranha
Wallan Jefferson Martins de Oliveira, o Jefinho
Claudio da Silva Pereira, o Nem
Alberto Pietro da Silva Baunilha

Foram recapturados:

Reginaldo Fernandes da Silva, o Naldo
Rafael Silva Souza, o Fael
Antonio Luiz de França, o Pará
Rogério Fernando Cunha de Abreu, o Rogerinho

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