Tarja Caso Bruno
 
16/07/2010 - 10:34
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Crime

Quanto mais mulheres, mais testemunhas

Polícia do Rio quer interrogar a atual noiva e amante loira do goleiro. Em Minas, Dayanne, com quem é oficialmente casado, recusa-se a prestar depoimento

Andréa Silva, de Belo Horizonte (MG)
Mulheres Goleiro Bruno Reprodução

Primo adolescente do jogador deverá ser levado pela polícia novamente ao sítio e à casa do ex-policial suspeito de ter estrangulado Eliza Samudio

As mulheres com quem o goleiro Bruno se relacionou recentemente vão, aos poucos, sendo transformadas em testemunhas que podem complicar ainda mais a situação do jogador. A Polícia Civil do Rio quer intrrogar a noiva do atleta, Ingrid Oliveira, e a amante Fernanda Gomes de Castro. As duas chegaram a ser intimadas para depor nesta sexta-feira, mas, a pedido dos advogados, os depoimentos foram adiados e será marcada uma nova data.

Fernanda, que também é suspeita de ter ajudado a esconder o menino Bruninho, filho de Eliza Samudio, no período em que a jovem foi mantida em cárcere privado, também deve ser intimada para prestar depoimento à Delegacia de Homicídios de Contagem, em Minas Gerais. Os investigadores mineiros afirmam que, por enquanto, não há necessidade de pedir a prisão de Fernanda.

Em entrevista ao jornal carioca O Dia, a dentista Ingrid confirma que, no início de junho, Bruno esteve em Minas, mas, segundo ela, “para ver as filhas”. E, apesar da decepção e do constrangimento com o enredo de confusões da vida privada do noivo, Ingrid reafirma sua confiança. “Ele entrou de gaiato nisso tudo”, acredita.

A mulher casada oficialmente com Bruno, Dayanne Souza, com quem o goleiro tem duas filhas, foi levada para prestar depoimento em Minas Gerais nesta sexta-feira, mas manteve o silêncio. A delegada Alessandra Wilke, que preside o inquérito na Delegacia de Homicídios de Contagem, explicou o motivo para voltar a ouvir Dayanne. “Desde que ela foi presa ela não falou oficialmente. Por isso seria necessário um novo interrogatório”, explicou Alessandra.

A mulher de Bruno já foi ouvida no último dia 25, quando teria dito que Eliza abandonou o bebê. Na ocasião, ela foi detida e liberada em seguida, até ser presa novamente, no último dia 7.

O advogado Ercio Quaresma, que também trabalha na defesa de Dayanne, disse que ela foi orientada a falar somente em juízo. Quaresma já recebeu as mais de 1 500 páginas do inquérito sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. Mas os advogados de defesa afirmam que, além de não terem concluído a análise do material, querem ter acesso também aos laudos periciais e aos dados da quebra de sigilo telefônico, concedido pela Justiça mineira.

Dayanne chegou ao Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, por volta das 7h30. Duas horas depois, entrou no prédio o advogado escalado para acompanhá-la no interrogatório, Frederico Franco.

Menor será levado aos locais do crime – O menor J., de 17 anos, primo do goleiro atualmente internado em uma unidade para menores infratores de Belo Horizonte, deverá ser levado novamente ao sítio do jogador, em Esmeraldas, e à casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado por ele, J., como o homem que estrangulou e esquartejou Eliza.

Ainda não há data para que ele seja conduzido aos locais. A polícia vem insistindo em extrair, dele e de Sérgio Rosa Sales, também primo de mundo, novas informações sobre o crime. Sérgio foi levado, na quarta-feira, ao sítio do goleiro.

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