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Provável aliança entre PT e PSD é pesadelo para Marta
A senadora não escondeu o mal-estar com as conversas a respeito de uma dobradinha com Kassab, defendida pelo ex-presidente Lula
A possibilidade de aliança com o PSD desagrada alguns petistas. Marta Suplicy é contra (Israel Antunes/Folha Imagem/VEJA)
A senadora Marta Suplicy (PT-SP) considera um "pesadelo" a possibilidade de uma aliança entre o candidato petista Fernando Haddad, e o PSD do prefeito Gilberto Kassab (PSD). Marta desistiu da disputa em São Paulo, a pedido de Luiz Inácio Lula da Silva, mas até agora não entrou na campanha do ex-ministro da Educação.
"Tenho o direito de não mergulhar de cabeça e aguardar a decisão do meu partido sobre a aliança", disse Marta. "Preciso ser muito cuidadosa, porque senão corro o risco de acordar num palanque de mãos dadas com Kassab. Estou vendo um esforço grande para a coligação, mas isso me parece muito complicado".
Marta já havia demonstrado desconforto com a situação na tarde de hoje, quando escreveu em seu microblog: "Como posso, neste momento, me integrar à campanha do Haddad se corro o risco, de uma hora para outra, de me ver de mãos dadas com o Kassab?".
A senadora participou nesta quinta-feira da primeira parte da reunião do Diretório Nacional do PT, que ocorre em Brasília, na véspera do aniversário dos 32 anos do partido. À saída do encontro, Marta não escondeu o mal-estar com as conversas a respeito de uma dobradinha com Kassab, defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta de aliança, feita por Kassab, divide os petistas, mas, se for levada adiante pelo PSD, deve ser aprovada pelo Diretório Municipal do partido, apesar das resistências. O argumento é que todo o sacrifício deve ser feito para conquistar São Paulo.
Ex-secretário de Marta quando ela foi prefeita, o novo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), discordou da avaliação da senadora. "Se o Kassab fizer uma autocrítica, não vejo problema na aliança. Acho um pressuposto muito ruim a ideia de recusar apoio", afirmou. Tatto pediu "muita paciência" ao PT, disse que nada está fechado e defendeu a parceria com o PMDB para vice na chapa liderada por Haddad. Hoje, o pré-candidato do PMDB à sucessão de Kassab é o deputado Gabriel Chalita.
Ao lado de Tatto, o deputado André Vargas (PT-PR) foi na mesma linha. "É isso mesmo. Em Curitiba, nós fazemos aliança com Fruet e, em São Paulo, vocês aceitam Kassab", afirmou Vargas, numa referência ao pré-candidato do PDT à Prefeitura de Curitiba, Gustavo Fruet.
(Com Agência Estado)








Comentários
Valéria Mendes
O PT amadureceu. Exemplo disso é seu líder maior, LULA. Para que um operário chegasse à presidência da república, foi necessário fazer alianças com outros partidos. Não se pode ter a ilusão que se consegue governar sozinho, ainda mais uma cidade como São Paulo. Lula, bateu recordes de aprovação popular. Seus projetos, em esp(..)
09.02.2012
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Fernando Jorge
Os programas partidários que se explodam. Só interessa o poder. Por que não acabamos de vez com os partidos e estabelecemos a república das alianças pelo poder?
09.02.2012