Tarja - Carnaval 2013

Confusão no Anhembi

Presidente da Liga: "Nenhuma escola vai sair impune"

Sindicância, sem prazo de conclusão, será aberta para apurar tumulto no Sambódromo do Anhembi; apuração poderá ser feita sem público

Cida Alves
O presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Paulo Sérgio Ferreira

O presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira: "Não vamos passar a mão na cabeça de ninguém (Eduardo Anizelli/Folhapress)

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, Paulo Sérgio Ferreira, afirmou nesta quarta-feira que o Conselho de Ética da entidade abriu sindicância para apurar se houve envolvimento de dirigentes de agremiações no tumulto durante a apuração dos desfiles do Grupo Especial, na terça-feira, no Sambódromo do Anhembi, Zona Norte da capital.

Ainda não há prazo para a decisão. A Liga aguarda a conclusão do inquérito aberto pela Polícia Civil sobre o episódio para, com base nas duas investigações, estipular punições para as escolas caso fique comprovado que a ação foi orquestrada. As escolas poderão ser multadas, suspensas por um ano ou até mesmo banidas do carnaval de acordo com o regulamento da Liga. "Nenhuma escola vai sair impune", disse.

O Conselho de Ética, que se reúne nesta quinta-feira para analisar o caso, é composto por três presidentes de escolas de samba e vai fixar as punições que deverão ser aplicadas. Essas penalidades precisam, depois, ser aprovadas pela Assembleia da Liga, composta pelos 22 presidentes das escolas associadas à Liga. Para o presidente da Liga, o fato de integrantes das próprias escolas estarem à frente da decisão de punir os envolvidos não compromete a sindicância. "A Liga não vai deixar esse episódio passar em branco, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém".

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Sem acordo - Ferreira negou que a confusão seja fruto de um acordo entre as próprias escolas para que não houvesse rebaixamento de nenhuma agremiação neste ano por causa de uma troca de jurados feita dias antes do desfile. "Não teve acordo nenhum, a Liga trabalha dentro do regulamento", disse, acrescentando que a troca de jurados foi informada a todos os presidentes com antecedência. Questionado sobre a atitude de Tiago Faria, que foi preso após invadir a área da apuração e rasgar as notas dos jurados, o presidente da Liga reconheceu que o modo de apuração é arcaico e que precisa ser revisto. Segundo ele, está em estudo realizar a apuração em um local fechado, sem torcida.

De acordo com o presidente da Liga, havia 120 seguranças no local no momento da apuração. Ele questionou o trabalho da Polícia Militar, já que os seguranças, ressaltou, não têm poder de polícia. Para a Liga, não houve falha na segurança dentro do Sambódromo.

Ferreira negou que Tiago Faria seja dirigente da Império da Casa Verde e informou que é de responsabilidade das escolas a distribuição das pulseiras que dão acesso ao local onde ele estava na hora da confusão. "Se for comprovado que ele entrou com uma pulseira da Casa Verde, a presidência da escola será responsabilizada", afirmou o presidente  da Liga.

Ferreira ressaltou que as notas destruídas muito provavelmente não mudariam o resultado. O desfile das Campeãs, segundo a Liga, será realizado normalmente nesta sexta feira, no Anhembi. 

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