Mais Lidas

  1. Moro, aplausos e um pedido: 'Prenda o Lula'

    Brasil

    Moro, aplausos e um pedido: 'Prenda o Lula'

  2. Ouça a conversa entre Ana Hickmann e fã que a atacou

    Entretenimento

    Ouça a conversa entre Ana Hickmann e fã que a atacou

  3. Na Argentina, Serra firma acordo de 'coordenação política'

    Brasil

    Na Argentina, Serra firma acordo de 'coordenação política'

  4. Argentina: jogador morre depois de receber golpes na cabeça

    Esporte

    Argentina: jogador morre depois de receber golpes na cabeça

  5. Sucessor de Jucá no Planejamento é citado na Zelotes

    Brasil

    Sucessor de Jucá no Planejamento é citado na Zelotes

  6. Jucá dá o troco em desafeto: 'Ele deveria entregar a mulher, que é procurada pela polícia'

    Brasil

    Jucá dá o troco em desafeto: 'Ele deveria entregar a mulher, que é...

  7. Novos áudios mostram que Jucá não falava sobre economia ao citar "sangria"

    Brasil

    Novos áudios mostram que Jucá não falava sobre economia ao citar...

  8. Temer confirma afastamento de Jucá

    Brasil

    Temer confirma afastamento de Jucá

PP desviou R$ 358 milhões da Petrobras, diz Janot

Em denúncia contra o deputado Nelson Meurer, procurador-geral da República detalhou o esquema de corrupção do partido na diretoria de Abastecimento da estatal

- Atualizado em

O procurador geral da República (PGR), Rodrigo Janot, na sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a presidência do ministro Ricardo Lewandowski, onde é julgado o rito do impeachment da presidente Dilma a ser conduzido pela Câmara dos Deputados
Rodrigo Janot, procurador-geral da República(Evaristo Sá/AFP)

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o esquema de corrupção sustentado pelo Partido Progressista (PP) na Petrobras, que tinha como principais operadores o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, desviou 357,9 milhões de reais dos cofres da estatal, entre 2006 e 2014. O procurador-geral contabilizou 161 atos de corrupção em 34 contratos, 123 aditivos contratuais e quatro transações extrajudiciais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o jornal, o balanço da corrupção do PP no petrolão está descrito na denúncia contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR) oferecida ao Supremo Tribunal Federal. Segundo a acusação formal do Ministério Público, doações oficiais à legenda ocultaram propina.

LEIA TAMBÉM:

Em VEJA: João Santana pode ter recebido dinheiro do petrolão

Janot pede ao STF perda de mandato de Collor e Delcídio

O PP é o primeiro partido a ter seu esquema de corrupção na Petrobras desvelado pela força-tarefa da Lava Jato. A investigação em Curitiba também concentra seus trabalhos na atuação do PT e do PMDB no esquema.

"Os valores ilícitos destinavam-se não apenas aos diretores da Petrobras, mas também aos partidos políticos e aos parlamentares responsáveis pela indicação e manutenção daqueles nos cargos", disse Janot na denúncia contra Meurer, que ainda será analisada pelo STF.

Segundo Janot, a propina era repassada aos políticos "de maneira periódica e ordinária, e também de forma episódica e extraordinária, sobretudo em épocas de eleições ou de escolhas das lideranças." "Em épocas de campanhas eleitorais eram realizadas doações 'oficiais', devidamente declaradas, pelas construtoras ou empresas coligadas, diretamente para os políticos ou para o diretório nacional ou estadual do partido", detalhou o procurador-geral. "Em verdade, (as doações) consistiam em propinas pagas e disfarçadas do seu real propósito."

A linha acusatória da Procuradoria é a mesma da força-tarefa da Lava Jato, que vai, neste ano, acionar na Justiça, via ação cível pública, os partidos por desvios na Petrobras. Até agora, só pessoas físicas foram imputadas.

Além das doações oficiais como forma de ocultar propina, a Procuradoria diz que outras formas eram usadas: entregas em dinheiro em espécie levadas por "mulas" que escondiam as notas no corpo, transferências eletrônicas ou pagamentos de propriedades e remessas para contas no exterior.

Peça-chave - Segundo Janot, o doleiro Alberto Youssef - que depois se tornou um dos delatores do petrolão - foi a peça-chave no esquema de desvios e corrupção do PP na Petrobras. Ao menos 62 milhões de reais desse montante pago pelas empreiteiras ficaram ocultos em contas de empresas de fachada e de firmas que forneciam notas frias para a "lavanderia de dinheiro" do doleiro.

(Com Estadão Conteúdo)

TAGs:
Petrolão
Operação Lava Jato
Rodrigo Janot
Petrobras
PP