Rio de Janeiro

Polícia desarticula quadrilha de estelionatários que agia em quatro estados

Quinze pessoas foram presas no Rio, Espírito Santo, Bahia e Paraná. Grupo é acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica

Rogério Manso Moreira, apontado como o chefe do grupo criminoso, foi preso na casa da sogra, na Baixada Fluminense

Rogério Manso Moreira, apontado como o chefe do grupo criminoso, foi preso na casa da sogra, na Baixada Fluminense (Fábio Gonçalves/ Agência O Dia /VEJA)

Quinze pessoas foram presas na manhã desta segunda-feira, em uma operação para desarticular uma quadrilha de estelionatários que agia em quatro estados. O grupo era é acusado de aplicar golpes bancários milionários no Rio, no Paraná, no Espírito Santo e na Bahia. A ação teve apoio de 200 policiais civis de delegacias distritais e especializadas dos quatro estados envolvidos. Apontado como o chefe do grupo criminoso, Rogério Manso Moreira foi preso no Rio. Ele teria movimentado quase 40 milhões de reais em dois anos.

Segundo as investigações, o bando era formado por ex-candidatos a deputado federal e a vereador, um advogado, um contador, um despachante, um sargento do Exército e “lobistas” com forte atuação na Baixada Fluminense. Entre os presos está Rogério Ramos, assessor do gabinete da prefeitura de Belford Roxo.

O grupo é acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica. De acordo com a polícia, o bando é responsável por 554 casos de estelionato.

“É uma quadrilha que atua principalmente na Baixada Fluminense, mas tem tentáculos em outros estados. Em dois anos, eles movimentaram quase 40 milhões de reais, adquiriram 82 caminhões para lavar o dinheiro e usavam empresas de fachada para praticar o crime", explicou o delegado Felipe Curi, da 54ª DP (Belford Roxo).

De acordo com as investigações, os estelionatários abordavam proprietários de empresas oferecendo favores. Eles cobravam entre 50.000 e 200.000 reais para facilitar a conquista de contratos com prefeituras. Os contratos, no entanto, nunca saiam do papel, e as empresas, com graves dificuldades financeiras, recebiam propostas de compra dos criminosos. O grupo usava laranjas para concluir os negócios. Uma companhia emprestava dinheiro a outra, aumentando o capital social para pegar empréstimos maiores com bancos – os valores variam de 1 milhão a 3 milhões de reais. Os empréstimos não eram pagos. 

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